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07 de novembro de 2019, 08h43

Alcolumbre diz que privatização da Eletrobras corre risco de nem ser pautada no Senado

Alcolumbre diz que comunicou Bolsonaro sobre rejeição no Senado, mas presidente ignorou reclamações e encaminhou projeto à Câmara

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse nesta quarta-feira (6) que a Casa segue com grande resistência à privatização da Eletrobras, cujo projeto foi encaminhado pelo presidente Jair Bolsonaro à Câmara dos Deputados na terça-feira (5). Segundo ele, a rejeição é tão forte que é possível que projeto nem seja pautado na Casa.

O presidente da Casa também afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que, se houver 50 senadores contrários ao projeto, a Casa pode nem pautar a matéria. Em setembro, Alcolumbre disse ter ouvido resistência à privatização da empresa da maioria dos 48 senadores das duas regiões.

Ele ainda afirmou que a privatização de outras estatais, como os Correios, também sofriam rejeição, mas, segundo ele, havia um caminho a ser explorado.

“Continuo fazendo a mesma observação. Falei para vários interlocutores do governo que, no Senado Federal, as bancadas do Norte e do Nordeste tinham se manifestado, e outros parlamentares também, em relação à capitalização, privatização da Eletrobras. Mas o governo, assim mesmo, encaminhou a matéria para a Câmara dos Deputados”, disse Alcolumbre.

Ainda de acordo com ele, “há uma resistência muito grande no Senado em relação a este assunto. Na reunião que eu tive, e que informei para o governo, foi uma reunião das bancadas do Norte e do Nordeste, nós tínhamos 50 senadores. A manifestação de vários senadores dos 50, de serem contrários a esta privatização, eu externei. O governo quis mandar. Agora, vai ser o debate”, continuou.


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