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28 de Maio de 2019, 19h56

Alencar (PT-SP) quer Moro na CCJ para explicar decreto do porte de armas

Petista quer que o ministro se posicione sobre o decreto das armas de Bolsonaro, principalmente sobre a constitucionalidade da proposta. Se aprovada a convocação, expectativa é que seja mais um vexame para o governo

O deputado federal Alencar Santana (Agência Câmara)

Por Luiz Henrique Dias 

No meio de um debate que culminou na convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara (CCJC), o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) surpreendeu os membros do colegiado com um requerimento de convocação do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, à mesma comissão.

Minutos antes, deputados bolsonaristas chegaram e acusar a oposição de querer parar o governo convocando os ministros e alegaram que o país está passando por uma grave crise econômica.

Foi o argumento que faltava para a oposição, novamente, tomar a cena na CCJC. “O próprio governo cria essas situações: o Brasil vive uma crise política, uma crise econômica e o governo está preocupado em liberar armamento e em permitir que menores possam atirar”, disse Alencar, lembrando ter o governo ido dar explicações ao Poder Judiciário sobre o decreto e exigir esclarecimentos também ao Legislativo.

Ele lembrou ainda que, segundo o decreto, todos poderiam estar armados na própria CCJ. “Imaginem nesse clima político, nessa polarização? E nós já tivemos, inclusive, a suspeita de um delegado armado nesta Comissão. Com essa medida, o governo afronta a Constituição ao permitir que adolescentes tenham acesso à armas”.

Violência por arma de fogo tem sido a marca do Brasil

Alencar lembrou ainda que o Brasil é um dos países mais perigoso e violentos do mundo e que as maiores vítimas são os pobres, especialmente a juventude negra das periferias. “Estamos diante de um grave ameaça. E o ministro tem que vir aqui, sim, explicar tudo isso. Ele é o ministro da Justiça e Segurança Pública e tem que vir. Ou está fazendo o que lá? Só tuitando?”, indagou.

Subscreveram o requerimento o deputado Guimarães (PT-CE) e as deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Talíria Petrone (PSOL-RJ).


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