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14 de junho de 2019, 20h49

Aliado de Bolsonaro, governador do RJ lamenta não ter autorização para jogar míssil na Cidade de Deus

"Nós não queremos ver cenas como aquelas que nós vimos, na Cidade de Deus, que se fosse com autorização da ONU em outros lugares do mundo, nós tínhamos autorização para mandar um míssil naquele local e explodir aquelas pessoas", disse o governador Wilson Witzel

Reprodução/Rede Globo

Em solenidade nesta sexta-feira (14), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), defendeu que a solução para acabar com o tráfico e com “vagabundos bandidos” na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é o lançamento de mísseis contra a região para “explodir aquelas pessoas”.

“O vagabundo bandido quer atalho e aí nós cidadãos não vamos aceitar isso. A nossa polícia não quer matar, mas nós não queremos ver cenas como aquelas que nós vimos, na Cidade de Deus, que se fosse com autorização da ONU em outros lugares do mundo, nós tínhamos autorização para mandar um míssil naquele local e explodir aquelas pessoas”, disse Witzel.

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A polêmica declaração foi rechaçada por ONGs de Direitos Humanos e parlamentes. A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputada Renata Souza (PSOL), disse que a fala revela uma mentalidade autoritária e violenta e que segurança pública se faz com estratégia, prevenção e inteligência, não com mísseis e execuções sumárias.

A ONG Redes da Maré declarou que o que governador fala soa como uma carta branca para policiais que atuam ao arrepio da lei nas favelas do Rio de Janeiro.

Essa não é a primeira vez que o governador causa polêmica por defender posturas violentas por parte da polícia. Em maio, de um helicóptero, Witzel comandou disparos arbitrários em uma favela de Angra dos Reis. Essa ação motivou denúncia do governador por parte de Renata Souza à ONU.


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