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29 de abril de 2019, 06h23

Aliado de Mourão, general Santos Cruz entra na linha de tiro de aliados de Carlos Bolsonaro

O atrito com o filho de Bolsonaro teria começado ainda no início do governo, quando Santos Cruz teria atuado pessoalmente para impedir que Léo Índio fosse nomeado no Planalto

Santos Cruz, Bolsonaro, Leo Índio e Carlos Bolsonaro (Montagem)

O levante promovido pelo filho de Jair Bolsonaro (PSL), o vereador Carlos Bolsonaro (PSC/RJ), contra o vice-presidente, General Hamilton Mourão (PRTB), abriu novo front de guerra, agora contra o ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz , da Secretaria de Governo.

Segundo Jussara Soares, na edição do jornal O Globo desta segunda-feira (29), o caso da campanha publicitária do Banco do Brasil focada na diversidade, que foi censurada por Bolsonaro, fez com que Santos Cruz entrasse definitivamente na mira da linha ideológica do governo, capitaneada por Carlos. Irritado, Bolsonaro declarou que seus ministros devem seguir sua linha de pensamento. “Quem não seguir o que eu penso deve se calar”.

Para auxiliares do presidente que disputam o poder de influência no governo com os militares, Santos Cruz se intromete em muitas áreas do Executivo e não se alinha às pautas mais conservadoras.

Também passou a pesar contra o ministro o fato de ser o mais alinhado ao vice-presidente Hamilton Mourão. Durante a crise envolvendo o vereador do Rio Carlos Bolsonaro e Mourão, na última semana, ele teria saído em defesa do vice e buscado conciliação.

O atrito com o filho de Bolsonaro teria começado ainda no início do governo, quando Santos Cruz teria atuado pessoalmente para impedir que Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio e primo dos filhos do presidente, fosse nomeado no Planalto.

Léo Índio atuou, então, como espécie de olheiro do primo até ser contratado na semana passada para o gabinete do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo no Senado, com salário de cerca de R$ 23 mil.


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