Alvo da CPI do Genocídio, Pazuello é nomeado para cargo no governo Bolsonaro

Ex-ministro da Saúde é o novo secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República

Um dos principais responsáveis pela tragédia causada pela pandemia do coronavírus no Brasil e alvo da CPI do Genocídio, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu um “prêmio” de Jair Bolsonaro. O general foi nomeado como secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

A informação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (1) e a nomeação, assinada pelo ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

Pazuello volta ao governo depois de dois meses e meio de sua demissão do ministério. A nomeação ocorre dias após a abertura de uma investigação pelo Exército sobre a participação dele Pazuello em ato político com Bolsonaro, o que é proibido pelo regimento interno militar.

Com a portaria, Pazuello ficará subordinado ao almirante Flávio Rocha, atual secretário de Assuntos Estratégicos do governo. A SAE funciona no Palácio do Planalto.

Pazuello foi o terceiro dos quatro ministros da Saúde nomeados por Bolsonaro, durante a pandemia do coronavírus. O militar não tinha experiência nenhuma em saúde pública, o que ficou claro em sua gestão à frente da pasta.

CPI do Genocídio

Ele, inclusive, deverá ser ouvido pela segunda vez pelos senadores que integram a CPI do Genocídio, que apura as ações e omissões do governo federal durante a pandemia. Na avaliação da maioria dos senadores da comissão, Pazuello mentiu em seu depoimento.

Por incrível que pareça, o presidente sempre elogiou o trabalho do general como ministro e, desde sua saída da Saúde, pensava em nomeá-lo para um cargo no Palácio do Planalto.

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Com informações do G1

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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