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24 de junho de 2020, 14h24

Amazônia tem 23% de terras públicas registradas ilegalmente como privadas, aponta estudo

O percentual encontrado pelos pesquisadores representa 11,6 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas que foram “subtraídas” ao longo de 21 anos

Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT

Um levantamento feito pelo Instituto Pesquisa Amazônia (Ipam) e pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (UFPA) aponta que a Amazônia tem 23% de floresta em terras públicas, não destinadas, registradas ilegalmente como propriedades privadas, de acordo com reportagem de Elida Oliveira, do G1.

As informações foram coletadas no estudo “Terra sem lei na terra de ninguém: as florestas públicas não destinadas na Amazônia brasileira”, publicado no periódico “Land Use Policy”, da Elsevier.

O percentual encontrado pelos pesquisadores representa 11,6 milhões de hectares de florestas públicas que foram “subtraídas” ao longo de 21 anos. No total, a Amazônia tem 49,8 milhões de hectares de florestas sem destinação.

Florestas em terras públicas não destinadas são áreas que não foram vendidas regularmente ou delimitadas como unidade de conservação, área quilombola ou terras indígenas, por exemplo, mas pertencem ao poder público.

“Produtividade”

A falta de destinação dessas áreas provoca a invasão de grileiros, além da ampliação do desmatamento e das queimadas. Pela prática comum, as árvores são derrubadas e incendiadas para abrir espaço ao pasto e ao gado, dando aspecto de “produtividade” à área.

Um outro estudo, desenvolvido pela organização Mapbiomas, concluiu que 99% do desmatamento que ocorreu em 2019 foi ilegal. De acordo com os pesquisadores, mais de 60% da área desmatada está na Amazônia, com 770 mil hectares devastados.


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