segunda-feira, 21 set 2020
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Ameaças contra Felipe Neto mobilizam rede de solidariedade

As ameaças sofridas pelo youtuber Felipe Neto, denunciadas por ele no O Globo e em suas redes sociais, geraram uma corrente de solidariedade na internet. Neto disse que teve que tirar sua mãe do Brasil devido os ataques recebidos e cancelou sua participação no evento Educação 360. Lideranças, ativistas e artistas lamentaram o episódio e disseram estar ao lado do youtuber.

“Quem são eles que ameaçam Felipe Neto? Milicianos virtuais que operam na covardia da dúvida. Toda ameaça é ameaça. É precisa ser levada a sério pela polícia e pelo Estado. Uma democracia não pode tolerar uma regime permanente de intimidação por covardes cidadãos de bem”, publicou em suas redes a professora da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora Débora Diniz, que deixou o Brasil após sofrer fortes ameaças pela sua atuação em defesa da legalização do aborto no Supremo Tribunal Federal (STF).

Guilherme Boulos, líder do MTST e candidato à presidência pelo PSOL em 2018, também lamentou o episódio e cobrou um atuação do Ministério da Justiça, comandado por Sérgio Moro. “Por que Moro não atua contra a rede bolsonarista de ameaças criminosas no mesmo ritmo que encontrou o ‘hacker de Araraquara’? Todo apoio ao Felipe Neto”, disse.

Na Câmara dos Deputados o assunto também repercutiu. Ivan Valente (PSOL-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Margarida Salomão (PT-MG)  se solidarizaram com Felipe Neto. “Este não é o Brasil que sonhamos. Um jovem com ideias diferentes de obscurantistas ter que tomar providências como essas. Assustador. As autoridades competentes precisam agir para garantir as liberdades constitucionais de Felipe Neto e tantas outras pessoas, como Débora Diniz”, declarou Jandira.

Salomão comentou também sobre Márcia Tiburi, outra figura que teve de se auto-exilar por conta de ataques sofridos. “A Márcia Tibuti e Felipe Neto, ratificamos nossa mensagem de solidariedade. Uma solidariedade inconformada, que não admite que a democracia brasileira seja aviltada – seja pelas milícias virtuais de Bolsonaro, seja por demagogos ególatras”, publicou.

Valente relacionou o caso com o ex-deputado Jean Wyllys e o jornalista Glenn Greenwald. “Muitos dos que ousam levantar a voz contra esse governo autoritário recebem toda sorte de ameaças. Glenn, Jean Wyllys… Felipe Neto cancelou uma apresentação por questão de segurança. Até quando o país vai aceitar que apoiadores do PRESIDENTE DA REPÚBLICA ameacem opositores?”, tuitou.

 

Redação
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