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16 de setembro de 2019, 16h44

Ameaças contra Felipe Neto mobilizam rede de solidariedade

"Quem são eles que ameaçam Felipe Neto? Milicianos virtuais que operam na covardia da dúvida", declarou Débora Diniz, professora de Direito da UnB que teve que deixar o Brasil após fortes ameaças; youtuber tem recebido solidariedade de diversas personalidades

Foto: Reprodução

As ameaças sofridas pelo youtuber Felipe Neto, denunciadas por ele no O Globo e em suas redes sociais, geraram uma corrente de solidariedade na internet. Neto disse que teve que tirar sua mãe do Brasil devido os ataques recebidos e cancelou sua participação no evento Educação 360. Lideranças, ativistas e artistas lamentaram o episódio e disseram estar ao lado do youtuber.

“Quem são eles que ameaçam Felipe Neto? Milicianos virtuais que operam na covardia da dúvida. Toda ameaça é ameaça. É precisa ser levada a sério pela polícia e pelo Estado. Uma democracia não pode tolerar uma regime permanente de intimidação por covardes cidadãos de bem”, publicou em suas redes a professora da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora Débora Diniz, que deixou o Brasil após sofrer fortes ameaças pela sua atuação em defesa da legalização do aborto no Supremo Tribunal Federal (STF).

Guilherme Boulos, líder do MTST e candidato à presidência pelo PSOL em 2018, também lamentou o episódio e cobrou um atuação do Ministério da Justiça, comandado por Sérgio Moro. “Por que Moro não atua contra a rede bolsonarista de ameaças criminosas no mesmo ritmo que encontrou o ‘hacker de Araraquara’? Todo apoio ao Felipe Neto”, disse.

Na Câmara dos Deputados o assunto também repercutiu. Ivan Valente (PSOL-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Margarida Salomão (PT-MG)  se solidarizaram com Felipe Neto. “Este não é o Brasil que sonhamos. Um jovem com ideias diferentes de obscurantistas ter que tomar providências como essas. Assustador. As autoridades competentes precisam agir para garantir as liberdades constitucionais de Felipe Neto e tantas outras pessoas, como Débora Diniz”, declarou Jandira.

Salomão comentou também sobre Márcia Tiburi, outra figura que teve de se auto-exilar por conta de ataques sofridos. “A Márcia Tibuti e Felipe Neto, ratificamos nossa mensagem de solidariedade. Uma solidariedade inconformada, que não admite que a democracia brasileira seja aviltada – seja pelas milícias virtuais de Bolsonaro, seja por demagogos ególatras”, publicou.

Valente relacionou o caso com o ex-deputado Jean Wyllys e o jornalista Glenn Greenwald. “Muitos dos que ousam levantar a voz contra esse governo autoritário recebem toda sorte de ameaças. Glenn, Jean Wyllys… Felipe Neto cancelou uma apresentação por questão de segurança. Até quando o país vai aceitar que apoiadores do PRESIDENTE DA REPÚBLICA ameacem opositores?”, tuitou.

 


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