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31 de janeiro de 2020, 17h11

Amoêdo leva invertida de trabalhadores ao sugerir privatização dos Correios

"Desculpe, Amoêdo. Estamos muito ocupados ajudando Minas Gerais. Não dá para responder agora", escreveu um perfil de trabalhadores dos Correios como resposta ao banqueiro do Novo

Reprodução

O banqueiro João Amoêdo, candidato do partido Novo à presidência nas últimas eleições, virou motivo de piada nas redes sociais depois da resposta que levou de trabalhadores dos Correios. Na quarta-feira (29), Amoêdo foi ao Twitter para, mais uma vez, defender a privatização da empresa pública.

“Até novembro de 2019, o prejuízo dos Correios era de R$148 milhões, mesmo sendo um monopólio. O que o brasileiro ganha com o Estado administrando a entrega de cartas e encomendas? Uma estatal que dá prejuízos, presta um serviço caro e ruim. Já passou da hora de privatizar”, escreveu. 

A resposta veio no dia seguinte, através da “Todos Pelos Correios”, página no Facebook administrada por trabalhadores dos Correios que se colocam contra a privatização da empresa. “Desculpe, Amoêdo, estamos muito ocupados ajudando Minas Gerais, levando mantimentos, água e remédios. Não dá para responder agora”, diz a publicação.

E ainda prossegue: “Mas, se o senhor quiser ajudar também, passe numa agência dos Correios. Tem uma em todo município do Brasil”.

A resposta dos trabalhadores acabou viralizando nas redes sociais. “Os Correios jantando o Amoedo é uma coisa boa demais de ver”, postou um usuário do Twitter, em meio a centenas de outras postagens de deboche. 

Os Correios disponibilizaram boa parte sua estrutura logística para ajudar no abastecimento das pessoas afetadas pelas chuvas em Minas Gerais. Ao todo 45.284 mil pessoas estão desalojadas e 8.297 estão desabrigadas no estado. 56 pessoas morreram em uma semana em decorrência das chuvas.


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