André Mendonça faz pregação no STF ao defender liberação de cultos: “Cristãos estão dispostos a morrer”

Buscando se cacifar para a vaga de ministro "terrivelmente evangélico" de Bolsonaro, Mendonça abusou da retórica de pastor

Em sua primeira sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF) após retornar à Advocacia-Geral da União, o ministro André Mendonça abusou da retórica de pastor presbiteriano para defender a reabertura de igrejas e templos mesmo diante do aumento de restrições por conta do recrudescimento da pandemia de Covid-19.

O chefe da AGU usou passagens bíblicas em seu discurso e deu a seguinte declaração: “Não há cristianismo sem vida comunitária, sem a casa de Deus, sem o dia do Senhor. É por isso, que os verdadeiros cristãos não estão dispostos a matar por sua fé, mas estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e de culto”.

Seguindo ferrenhamente a linha do presidente Jair Bolsonaro, Mendonça reafirma sua postulação à vaga do ministro Marco Aurélio Mello no STF. O decano se aposenta em junho.

Nas redes, Mendonça foi bastante criticado por sua pregação.

O STF aprecia a decisão do ministro Kássio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, que liberou no sábado (3), véspera da Páscoa, cultos e missas presenciais em todo o Brasil na fase mais grave da pandemia. Nunes Marques atendeu um pedido da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure), entidade que foi criada pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.

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Lucas Rocha

Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.

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