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21 de outubro de 2019, 23h00

Angela Davis homenageia Marielle e pede ‘Lula Livre’ em lançamento de autobiografia

"Nós somos o legado de Marielle. Nós devemos a ela continuar lutando em prol da justiça racial, pelos LGBTQs, pelos movimentos dos sem teto, dos sem terra e pela liberdade de Lula. Lula Livre!", disse a ativista e escritora Angela Davis

Foto: Mídia Ninja

A ativista Angela Davis, filósofa e um dos principais símbolos de luta pelos direitos civis, lotou o Auditório do Ibirapuera durante o seminário “A liberdade é uma luta constante”, uma das atividades de lançamento de seu livro “Uma autobiografia”. Logo no início de sua fala, Davis homenageou a vereadora Marielle Franco.

“Nós somos o legado de Marielle. Nós devemos a ela continuar lutando em prol da justiça racial, pelos LGBTQs, pelos movimentos dos sem teto, dos sem terra e pela liberdade de Lula. Lula Livre!”, disse Davis. “E por democracia e do socialismo. Marielle Franco presente!”, completou.

Exaltando a luta dos povos indígenas, Davis logo comentou sobre os incêndios na Amazônia, caracterizando-os como uma forma do capitalismo de garantir a expansão dos lucros através da soja e da criação de gado, e o derramamento de óleo no litoral do Nordeste. “Chegou a hora de apagar o incêndio e acabar com o vazamento de óleo e prestar atenção aos sérios problemas que afetam esse país maravilhoso que pode reivindicar conter a maior população negra fora da Africa”, disse.

“Eu amo o Brasil e eu odeio o fato de que os capitalistas e seus apoiadores do governos estão absolutamente focados e comprometidos em privilegiar o lucro em detrimento das pessoas”, afirmou ainda Davis, chamando o presidente de “O Coiso”.

Davis exaltou a Preta Ferreira e os movimentos de moradia. “O estado está tentando criminalizar a luta pela moradia e os movimentos sociais e estou feliz por ter a oportunidade de celebrar com vocês a liberdade de Preta Ferreira. Mas peço que vocês a apoiem durante seu julgamento e como ela mesma diz: Liberdade para todas a Pretas”, disse.

A menina Ágatha Felix, morta aos 8 anos por um tiro de fuzil da polícia militar, também foi lembrada, em meio a uma crítica à  violência policial. “Por que uma criança linda e negra (como Ágatha Félix) deveria perder sua vida por que a polícia do Brasil atira antes de perguntar? O presidente do Brasil ajuda a perpetrar esse resultado”, disse.

Confira o debate completo:

 


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