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05 de agosto de 2019, 18h19

Anitta critica atuação de Bolsonaro no meio ambiente, mas diz que “tem que torcer para dar certo”

A cantora não quis fazer um diagnóstico do atual governo, dizendo que "é muito cedo", mas afirmou que está preocupada com a questão ambiental

Anitta em clipe da música " Is That For Me", gravado, em 2017, na Floresta Amazônica | Foto: Reprodução/Instagram

Frequentemente associada à demora em tomar posições para evitar uma crise de imagem, a cantora Anitta disse que é cedo para avaliar o governo Bolsonaro, mas que vê com preocupação a atuação na questão ambiental. Ela, que durante o período eleitoral declarou que “não votaria em candidato machista, homofóbico e racista” e que critica a intolerância de Jair Bolsonaro em entrevistas internacionais, afirmou à revista Marie Claire em entrevista divulgada nesta segunda-feira (5) que torce para o governo dar certo, apesar de não ter dado seu voto a ele.

Questionada sobre política, a cantora afirmou logo de início que o candidato que ela escolheu não ganhou e que apenas votou no primeiro turno, porque no segundo estava nos Estados Unidos. “Só votei no primeiro turno, no segundo estava em Miami trabalhando. Quem escolhi não ganhou”, disse.

Ela não quis fazer um diagnóstico do atual governo, que completou oito meses em agosto, mas disse que “torce para dar certo”. “Acho que é muito cedo para dizer se a gente está feliz, porque [o novo governo] começou agora. Acho que independentemente de quem ganhou, do que está sendo feito, a gente tem que torcer para dar tudo certo”, declarou.

Apesar do otimismo, ela disse estar “muito preocupada” com o meio ambiente. “Não tem nem como eu fugir dessa pergunta ou ser meio termo, realmente não”, comentou, se colocando ao lado de ambientalistas que criticam o governo. As políticas ambientais de Bolsonaro são apontadas como responsáveis diretas do aumento do desmatamento na Amazônia.

Anitta, uma das cantoras brasileiras de maior sucesso na atualidade, coleciona situações em que busca se esquivar de polêmicas. No próprio período eleitoral, ela só se pronunciou contra as posições preconceituosas de Bolsonaro após ser muito pressionada pela comunidade LGBTI, afinal, ela seria uma das grandes beneficiárias do chamado “pink money” – o dinheiro angariado graças às LGBTIs.


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