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15 de junho de 2020, 10h15

Antes de ser presa, Sara Winter entoou “grito de guerra”: “STF ditadura comunista”

Mesmo com Sara presa, o perfil dela no Twitter continua com ataques, agora voltados também à Polícia Federal, que foi chamada de nazista

Sara Winter em propaganda da campanha eleitoral com Jair Bolsonaro (Reprodução/Facebook)

Antes de ser presa pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (15), a bolsonarista Sara “Winter” Geromini lançou mais uma provocação ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite deste domingo (14), após a prisão de Renan Sena, líder de um outro grupo bolsonarista, que teria comandado os ataques com fogos de artifício ao prédio da corte.

Em suas redes sociais, Sara Winter comentou a prisão do “patriota” e lançou um grito de guerra contra a corte e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que desmontou o acampamento do “300 do Brasil” e proibiu atos na Esplanada dos Ministérios neste domingo.

Renan Sena foi detido porque fez um vídeo onde chama o governador Ibaneis Rocha de bandido e por falar que o STF é uma ditadura comunista. “Nós 300 do Brasil estamos aqui para prestar solidariedade ao nosso amigo guerreiro, patriota”, afirmou ela puxando o coro: “Ibaneis bandido. STF ditadura comunista”.

Além de Sara, outros cinco integrantes do grupo, que não tiveram a identidade revelada até o momento, foram presos na manhã desta segunda-feira (15), por autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no STF, que atendeu pedido do Ministério Público Federal.

Twitter
Mesmo com Sara presa, o perfil dela no Twitter continua com ataques, agora voltados também à Polícia Federal, que foi chamada de nazista.

“Terroristas ANTIFA: Quebram patrimônios públicos, esfaqueiam policiais, agridem, ameaçam, pedem ditadura do proletariado. NADA ACONTECE, DEMOCRÁTICO. Sara Winter: Cobra políticos, cobra o STF, vai pra manifestação em apoio ao presidente
@jairbolsonaro. PRESA PELA PF, NAZISTA!”, diz o último tuíte, publicado às 9h28.

Em outra publicação, ela diz que foi presa “por conta de uma investigação sobre financiamento de protestos antidemocráticos”. “Isso mesmo, as manifestações onde idosos, crianças, deficientes, mulheres participavam em apoio ao PR @jairbolsonaro é a tal manifestação ‘antidemocrática'”, escreveu o perfil.


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