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01 de fevereiro de 2018, 12h11

Anthony Garotinho pede votos para não ter de “gastar dinheiro pra comprar deputados”. Vídeo

Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu investigar declarações do ex-governador em programa de rádio.

Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu investigar declarações do ex-governador em programa de rádio.

Da Redação*

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu investigar declarações do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (sem partido), em que ele pede aos eleitores que votem não apenas nele, mas também em deputados aliados para evitar gastos com “compra de deputados”. “Não vote só em mim, vote no deputado que está do meu lado. Olha só: o cara vai votar em mim e vai votar num deputado estadual contrário, sabe o que vai acontecer? Depois eu vou ter que gastar dinheiro pra comprar esse deputado”, disse Garotinho, em declaração durante um programa de rádio de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

O procedimento aberto pela procuradoria é uma investigação administrativa, que pode levar a uma ação judicial eleitoral. Após essa fase, o Ministério Público Eleitoral decidirá as providências a serem tomadas.

Garotinho disse ainda que não existe candidato a governador mais preparado ao governo do Rio do que ele. “Não é o Garotinho que precisa do estado, me desculpa a sinceridade. É o estado que precisa de mim, porque não tem candidato preparado como eu”. As declarações do ex-governador foram publicadas no vídeo do programa no Facebook.

Governador do Rio entre 1998 e 2002, Garotinho esteve preso por três vezes no último ano e meio. Na última vez, ele foi solto graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No fim do ano passado, Garotinho passou três meses preso em decorrência de investigações da Operação Lava Jato. Nas outras duas vezes a acusação era de liderar um esquema de compra de votos no município de Campos dos Goytacazes (RJ), na gestão de sua esposa, Rosinha Garotinho, que também chegou a ser presa. Ela foi solta em novembro do ano passado.

*Com informações do G1 e Congresso em Foco

Foto: Reprodução

 

 

 


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