No rastro do óleo do Nordeste
08 de outubro de 2019, 09h53

Ao defender Bolsonaro, Moro coloca delegados em situação ruim e divide a PF

Delegados dizem que o ex-juiz colocou a PF numa situação horrível ao sugerir que conhece inquéritos sigilosos e ainda fazer juízo de valor sobre os dados antes de a apuração ser concluída

Foto: Lula Marques

O fato do ex-juiz e atual ministro, Sergio Moro (Justiça), correr em defesa do chefe, o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), nas denúncias de caixa dois reveladas no último domingo (6), dividiu agentes e delegados da Polícia Federal (PF).

Delegados dizem que o ex-juiz colocou a PF numa situação horrível ao sugerir que conhece inquéritos sigilosos e ainda fazer juízo de valor sobre os dados antes de a apuração ser concluída.

Os agentes, por sua vez, relativizam. Afirmam que há tentativa de criar tensão na gestão Bolsonaro, e que o ministro tenta apenas minimizar a pressão sobre o presidente.

As duas categorias concordam, no entanto, que Moro cruzou uma linha ao indicar que teve acesso a investigações sigilosas.

Em defesa do chefe

O ministro Sergio Moro (Justiça), a quem a Polícia Federal está subordinada, publicou em suas redes sociais neste domingo uma enfática defesa do presidente, apesar de as investigações estarem sob sigilo.

“Jair Bolsonaro fez a campanha presidencial mais barata da história. Manchete da Folha de S.Paulo de hoje não reflete a realidade. Nem o delegado, nem o Ministério Público, que atuam com independência, viram algo contra o PR [presidente da República] neste inquérito de Minas. Estes são os fatos”, afirmou.

Com informações do Painel, da Folha


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