O que o brasileiro pensa?
17 de junho de 2020, 12h37

Ao lado de genro de Silvio Santos, Bolsonaro ensaia discurso pacificador e brinca com Maia

Em resposta às mobilizações de torcedores antifascistas, o presidente levou para a cerimônia os jogadores Felipe Melo e o dirigente do Flamengo, Rodolfo Landim

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro adotou um tom mais tranquilo no discurso durante a cerimônia de posse do ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN). Integrante do centrão e genro do empresário Silvio Santos, Faria falou em “armistício” e motivou uma fala mais tranquila do ex-capitão.

Em uma fala curta, de cerca de 5 minutos, o presidente saudou Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Dias Toffoli, presidente do STF, e ainda fez uma piada com o parlamentar sobre o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

O presidente exaltou a presença de Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, e Felipe Mello, jogador do Palmeiras, e disse que eles representam o povo – em resposta às mobilizações de torcidas antifascistas. O jogador Alexandre Pato, cunhado de Faria, também estava presente.

Bolsonaro ainda exaltou a “família grandiosa, com tanta história do Brasil” que Faria faz parte e disse que “quanto melhor estiveram as nossas comunicações, transmitindo sempre a verdade na ponta da linha, melhor estaremos todos nós”.

“Cada Poder deve, com harmonia, com independência, fazer valer os valores da democracia para que nós consigamos atingir nossos objetivos. O nosso povo respira liberdade. Temos uma Constituição pela frente, que pese alguns de nós não concordar com alguns artigos, mas temos um compromisso de honrá-la e respeitá-la”, afirmou ainda o presidente.

Em seu discurso, o novo ministro pregou uma harmonia no país. “É hora de de um armistício patriótico e deixar a arena eleitoral para 2022. É hora de pacificar o país”, disse.

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