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13 de março de 2019, 08h28

Ao tentar defender família, Eduardo Bolsonaro coloca palavra “repugnante” nos TT’s

O deputado disse que tentativa de associar assassinato de Marielle à sua família é "absurda e repugnante". Internautas lembraram que "repugnante" é Ustra, Pinochet, milícia

Foto: Reprodução/Youtube

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, afirmou que a vereadora Marielle Franco era desconhecida antes do seu assassinato, em março de 2018, e que a tentativa de associar o crime à sua família é “absurda e repugnante”.

Com a frase, o deputado colocou, nesta quarta-feira (13), a palavra “repugnante” nos Trend Topics do Twitter. A maioria dos internautas associou o termo à tortura, coronel Ustra, o ditador chileno Augusto Pinochet, milícia, “Golden Shower” entre outros.

“Esse caso de assassinato é como os outros 62 mil casos que a gente tem no Brasil. É óbvio que a gente quer que ele seja elucidado e que quem cometeu vá preso. Não tem nada de diferente. Não tem essa de passar a mão na cabeça. Isso aí está muito acima de questão política, pelo amor de Deus”, afirmou o deputado ao deixar o Congresso nesta terça-feira, 12.

A polícia prendeu na madrugada desta terça-feira dois suspeitos pelo crime. Ronie Lessa, policial militar reformado, e Elcio Vieira de Queiroz, expulso da Polícia Militar, foram denunciados por homicídio qualificado de Marielle e do motorista Anderson Gomes e por tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora da vereadora que também estava no carro.

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Lessa mora no mesmo condomínio onde Jair Bolsonaro tem uma casa, na Barra da Tijuca, no Rio. Nas redes sociais, Queiroz se apresenta como simpatizante do presidente. Ele curte as páginas oficiais do PSL Carioca, do senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) e de Eduardo Bolsonaro.

Eduardo acusou parte da imprensa profissional e alternativa de fazer um “trabalho sujo financiado pelos últimos governos, que cai no descrédito ao tentar fazer esse tipo de relação”. “É um desespero para tentar dizer que Bolsonaro tem culpa no cartório. Quem era Marielle? Estou falando com todo o respeito. Ninguém conhecia quem era Marielle Franco antes de ela ter sido assassinada. Depois, todo mundo começou a conhecer porque foi dada uma grande notoriedade. Agora, pelo amor de Deus, tentar fazer essa relação é mais do que absurdo, é repugnante”, disse.

O deputado também afirmou não saber sobre um suposto namoro entre uma filha de Ronie Lessa com um dos filhos de Bolsonaro. O delegado responsável pelas investigações, Giniton Lages, confirmou que houve o relacionamento. “Olha, eu não vou falar nome de ex-namorada, mas eu procurei aqui e nenhuma delas é filha de PM, não. Se essa informação for verdade, não sou eu não. Tem que perguntar para meus irmãos. Sei lá, né, será que namorou mesmo? Meio estranho isso aí, mas tudo bem”, disse

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Com informações do Estadão Conteúdo

 


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