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16 de março de 2018, 15h59

Aparelho apreendido com Aécio era um bloqueador ilegal de sinal telefônico, diz PF

Aparelho foi apreendido no apartamento do senador Aécio Neves durante a operação Patmos, que investigava as denúncias contidas nos depoimentos dos executivos da JBS. Tucano alega aparelho nunca foi usado e que era um "presente"

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Uma perícia da Polícia Federal (PF) concluiu que um aparelho encontrado em um apartamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Rio de Janeiro é, na verdade, um bloqueador de sinal telefônico que é proibido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O aparelho foi apreendido durante a operação Patmos, que tem como base as delações de executivos da JBS que acusaram o tucano de pedir propina. Ele é alvo de inquérito no STF por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e obstrução da Justiça.

“O ruído produzido causa interferência nos serviços de telefonia móvel celular 2G e 3G, dependendo da intensidade do sinal em relação à Estação Rádio Base pode causar a interrupção do serviço. Assim, o uso de equipamentos dessa natureza é vedado pela Anatel”, diz o relatório da PF.

A defesa de Aécio Neves, por sua vez, informou que o senador nunca usou o aparelho, que seria, na verdade, um “presente”.

“O aparelho foi um presente e encontrava-se guardado com outros presentes recebidos. O senador desconhecia tratar-se de equipamento de uso limitado”, diz a nota dos advogados do tucano.

Aécio foi denunciado pela procuradoria-geral da República em junho do ano passado e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, chegou a determinar o afastamento do tucano do Senado. O ministro Marco Aurélio, no entanto, revogou a decisão e Aécio reassumiu o seu mandato. O inquérito contra o tucano segue parado na Corte.


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