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12 de dezembro de 2019, 10h45

Apesar das críticas de Weintraub, 70% das universidades federais têm nota máxima no MEC

Desempenho das federais teve grande vantagem com relação às universidades particulares

Ufscar (Foto: Prefeitura de Sorocaba)

De acordo com levantamento do Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), mensurado pelo Inep, órgão do Ministério da Educação, 68% das universidades federais possuem nota máxima de qualidade, ou seja, entre 4 e 5. Ainda, desempenho das instituições públicas novamente ficou em níveis muito superiores às universidades particulares.

Na pesquisa do IGC, cada universidade é avaliada com nota de 1 a 5 e tem como critério a nota que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) atribui à cada curso de pós-graduação da instituição e a média de cada curso do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que também é mensurado pelo Inep.

As 13 federais que conquistaram nota 5 no IGC são as universidades de São Carlos, Viçosa, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Lavras, além do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Instituto Militar de Engenharia (IME), a Fundação de Ciências da Saúde de Porto Alegre e a do ABC.

Com relação às universidades particulares, das que possuem fins lucrativos, apenas 18% obtiveram nota máxima, enquanto as sem fins lucrativos tiveram 24% das instituições com esse desempenho.

O CPC, item usado como parâmetro na qualidade das universidades, une diferentes variáveis. O Conceito Enade, por exemplo, tem 20% do peso. Já a porcentagem de professores com mestrado ou doutorado corresponde a 30% da nota, enquanto a percepção do estudante resulta em 15% do índice. Por fim, o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), que mede a evolução do aluno comparando a nota dele do Enem com a do Enade, tem 35% de peso no CPC.

Tráfico e drogas

Na quarta-feira (11), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a criticar as universidades federais dizendo que existem plantações extensivas de maconha e produção de drogas sintéticas nos campi. Weintraub disse ainda que as plantações são um reflexo do consumo de drogas em universidades.

Ministro usou reportagens antigas e sensacionalistas para ilustrar suas acusações. Reunião gerou bate boca entre ele e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que se retirou da comissão no momento em que Weintraub passou a exibir uma reportagem antiga do Cidade Alerta. “Se a pauta vai ser exclusivamente esta diante de tudo que está se passando de crise nas universidades, é um desrespeito profundo à educação, e vou me retirar”, disse o deputado. “É um insulto aos educadores”, completou.


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