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25 de março de 2020, 22h57

Após 1h30 de críticas no JN, Bolsonaro vai ao Twitter se defender

Escrevendo em caixa alta, presidente se mostrou irritado com as críticas com relação à maneira como vem lidando com a pandemia do coronavírus, mas seguiu defendendo o isolamento somente dos grupos de risco

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro sentiu as críticas que seu pronunciamento feito na terça-feira (24) gerou e, na noite desta quarta-feira (25), foi ao Twitter para tentar se defender.

Escrevendo frases em caixa alta e utilizando termos como “covardes”, o capitão da reserva se mostrou irritado com toda a repercussão de suas declarações defendendo o fim do isolamento social, medida adotada no mundo todo para frear a curva de disseminação do novo coronavírus. A postagem do presidente veio logo após uma edição de 1 hora e 30 minutos do Jornal Nacional, da Globo, praticamente toda dedicada a refutar a forma como Bolsonaro vem lidando com a pandemia.

“É mais fácil fazer demagogia diante de uma população assustada, do que falar a verdade. Isso custa popularidade. Não estou preocupado com isso! Aproveitar-se do medo das pessoas para fazer politicagem num momento como esse é coisa de COVARDE! A demagogia acelera o caos”, escreveu Bolsonaro.

E continuou: “Se estivesse pensando em mim, lavaria as mãos e jogaria para a platéia, como fazem uns. Penso no povo, que logo enfrentará um mal ainda maior do que o vírus se tudo seguir parado. NÃO CONDENAREI O POVO À MISÉRIA P/ RECEBER ELOGIO DA MÍDIA OU DE QUEM ATÉ ONTEM ASSALTAVA O PAÍS”.

Toda a sequência de tuítes de Bolsonaro é uma tentativa do presidente de justificar sua fala de terça-feira. Apesar de dizer que “não quer descaso” com a questão do coronavírus, ele seguiu defendendo o isolamento apenas de idosos e demais grupos de riscos, indo contra as recomendações de especialistas no Brasil e no mundo.

“Não queremos descaso com a questão da Covid-19. Apenas buscamos a dose adequada para combater esse mal sem causar um ainda maior. Se todos colaborarem, poderemos cuidar e proteger os idosos e demais grupos de risco, manter os cuidados diários de prevenção e o país funcionando”, escreveu.

Bolsonaro, apesar de defender o isolamento vertical em detrimento do isolamento social, não tem nenhuma proposta para garantir a renda daqueles que devem ficar em casa. Foi o que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), destacou nesta quarta-feira (25).

“Eu fico pensando como alguém pode falar em isolamento vertical se até hoje não apresentou uma proposta de contigenciamento pros idosos brasileiros mais pobres. Como um governo pode falar de um assunto sabendo que temos milhares de idosos nas comunidades, e até hoje a gente não viu do governo qual a política pra isolar os idosos”, disparou o parlamentar.


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