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05 de abril de 2019, 08h32

Após apelido de “tchutchuca de banqueiros”, Guedes não deve ir a novos debates no Congresso

Guedes teria ficado chateado com o desfecho do debate na comissão, que terminou após bate-boca com o deputado petista, Zeca Dirceu

Paulo Guedes, ministro da Economia ( Jefferson Rudy/Agência Senado)

Após protagonizar um embate com o deputado Zeca Dirceu (PT/PR) e ganhar o apelido de “tchutchuca de banqueiros” nas redes sociais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não deve ir a novos debates no Congresso Nacional. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (5) da Folha de S.Paulo.

Segundo a jornalista, a avaliação é de integrantes do núcleo duro da pasta. Para eles, Guedes já cumpriu sua missão ao passar horas e horas discutindo o tema na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

Guedes teria ficado chateado com o desfecho do debate na comissão, que terminou após bate-boca com o parlamentar petista.

Farpas no PSL
As farpas trocadas na CCJ respingaram no partido de Jair Bolsonaro. O caso resultou num racha entre lideranças do PSL, segundo informações de Daniela Lima, na coluna Painel, também na Folha.

O presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), ficou incomodado com as críticas de que manejou mal o colegiado, permitindo que Guedes fosse inquirido pela oposição horas a fio. Disse a aliados que o líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO), falhou ao não pedir a revisão da lista de inscrições.

Delegado Waldir, que passou rapidamente pela comissão, também apontou o dedo para o líder do governo. Este, por sua vez, rebateu: “Defendi a nova Previdência, ressaltando a ação do ministro, de sua equipe e do presidente. Falei do mérito e da admissibilidade. Não vi o líder do PSL falar nada”.

Hugo também lembrou críticas recentes de Waldir à reforma da Previdência. “Ele não tem qualquer compromisso com o governo. Incoerência total.”

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