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19 de fevereiro de 2019, 16h09

Após áudio que desmente Bolsonaro, Moro diz que não existe nenhuma crise no governo

O ministro da Justiça disse que "no mundo real, não há nenhuma crise" e minimizou o impacto do vazamento de uma conversa que confronta a versão de Bolsonaro sobre a polêmica envolvendo o ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno, ministro recém-demitido

Bolsonaro e Sérgio Moro (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, em um evidente movimento de tentar acalmar os ânimos para não abalar a aprovação de projetos de Jair Bolsonaro no Congresso, afirmou na tarde desta terça-feira (19) que “não há crise nenhuma” no governo.

A declaração foi dada em Brasília após reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e já depois do vazamento das conversas entre o ex-ministro Gustavo Bebianno e Bolsonaro que confrontam a versão do presidente sobre a crise envolvendo o agora ex-aliado político.

“No mundo real não existe nenhuma crise no governo. O governo está apresentado projetos. Hoje é um projeto consistente. Amanhã vai ser apresentado um projeto da nova Previdência, absolutamente consistente”, disse Moro,  que hoje apresentou ao Congresso seu “pacote anticrime”.

A crise que “não existe”

Um dia após a exoneração de Gustavo Bebianno da secretaria-geral da Presidência, o site da revista Veja trouxe áudios vazados do ex-aliado com Jair Bolsonaro. Em troca ríspida de mensagens, Bolsonaro critica o agendamento de uma reunião de Bebianno com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo e chama a emissora de inimiga. Entre outras informações inéditas, Bolsonaro diz que o ex-ministro “manda” no site O Antagonista.

Os áudios a que Veja teve acesso provam que, se alguém mentiu no episódio, foram o presidente e o filho. Bebianno, como se pode constatar nas gravações, falou com o presidente através de mensagens escritas e pelo menos treze mensagens de áudio no dia 12 de fevereiro, enquanto Bolsonaro estava internado no Hospital Albert Einstein após a retirada da bolsa de colostomia. Neste período, explodiu o escândalo das candidaturas laranja do PSL, que envolvem diretamente Bebianno, presidente do partido à época e coordenador da campanha de Bolsonaro.

Bebiano, no entanto, negava-se a dizer que estaria com relações estremecidas com o presidente, declarando ter falado com ele. Porém, o filho de Jair, Carlos Bolsonaro (PSC/RJ) divulgou tuíte em que dizia que Bebianno teria mentido e que o pai não teria falado com o ex-ministro.

Os áudios vazados para a Veja mostram que houve uma intensa troca de mensagens escritas e de áudio, todas via WhatsApp, o que derruba a versão do presidente e de seu filho.

Quando a demissão de Bebianno já era praticamente certa, o agora ex-ministro disse que, se “caísse”, cairia “atirando”.

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