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24 de março de 2019, 08h24

Após conflito com governo, Maia exclui pacote anticrime de Moro de sua agenda na Câmara

“A minha agenda é a reforma da Previdência. Depois da Previdência, a nossa agenda é a reforma tributária e a repactuação do Estado brasileiro. É isso que queremos fazer”, declarou o presidente da Câmara

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois do atrito com Jair Bolsonaro e outros integrantes do governo em que se viu envolvido, Rodrigo Maia (DEM-RJ) resolveu endurecer. O presidente da Câmara deixou claro que o pacote anticrime de Sérgio Moro, ministro da Justiça, está fora da agenda e não terá vez na pauta da Casa, pelo menos tão cedo.

O ex-juiz encaminhou seu pacote – o qual Maia já chamou de “copia e cola” de um projeto do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (SRF), Alexandre de Moraes – para ser apreciado pelos deputados federais em fevereiro, antes do projeto de reforma da Previdência, e contava com rapidez na tramitação.

“A minha agenda é a reforma da Previdência”, declarou Maia. “Depois da Previdência, a nossa agenda é a reforma tributária e a repactuação do Estado brasileiro. É isso que queremos fazer. De que forma o governo vai ou não participar não é um problema meu, é um problema do Executivo”, afirmou o presidente da Câmara, sem mencionar o projeto anticrime de Moro. “Esse é o grande objetivo de todos no Brasil, organizar as contas do Estado brasileiro”.

Irritação

Moro não escondeu sua irritação pelo fato de Maia ter enviado o projeto anticrime para análise em um colegiado de deputados com prazo de 90 dias para a conclusão dos trabalhos, renováveis por mais 90.

Contudo, o presidente da Câmara acenava com a possibilidade de colocá-lo como uma de suas prioridades, logo após a votação da reforma da Previdência. Mas, agora, a tendência é que a matéria seja esquecida por hora.

Um projeto de reforma tributária, mencionado pelo deputado do DEM como sua próxima prioridade depois da Previdência, ainda nem foi apresentado pelo governo federal.

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