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22 de outubro de 2018, 13h10

Após declarações de Eduardo Bolsonaro, Eymael pede a Haddad um pacto nacional

O democrata cristão abandonou a neutralidade

Foto: Divulgação

De acordo com a coluna Expresso, da revista Época, até mesmo o candidato derrotado na disputa presidencial, do partido Democracia Cristã (DC), José Maria Eymael, abandonou a neutralidade, nesta segunda-feira (22), após a divulgação de vídeo com a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro, de que bastam um cabo e um soldado para fechar o Supremo Tribunal Federal.

Eymael mandou sinais ao petista Fernando Haddad, a quem pediu um “pacto nacional pela democracia”.

Entenda o caso

Filho do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Eduardo Bolsonaro deu mais uma declaração, no mínimo desrespeitosa e em tom de ameaça sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma palestra, pouco antes do primeiro turno, ele afirmou que se o STF impugnar a candidatura do pai “terá que pagar para ver o que acontece. Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”.

O vídeo com a fala de Eduardo Bolsonaro teve ampla repercussão negativa. Grandes personalidades da vida nacional, como o ex-presidente Fenando Henrique Cardoso (PSDB), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Supremo Tribunal Eleitoral (STF), Rosa Weber e os ministros do STF, Celso de Mello e Marco Aurélio Mello fizeram críticas contundentes ao filho do presidenciável.

Bolsonaro radicaliza

Pouco depois de saber e criticar as declarações do filho, o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, radicalizou ainda mais seu discurso, neste domingo (21). Em fala que foi transmitida por telefone direto para a avenida Paulista, o presidenciável disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato petista Fernando Haddad “apodrecerão na cadeia”.

Além disso, Bolsonaro ainda falou que “a faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou para a cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria. Essa pátria é nossa. Não é dessa gangue que tem bandeira vermelha e a cabeça lavada”, completou.

“Vocês, petralhada, verão uma Polícia Civil e Militar com retaguarda jurídica para fazer valer a lei no lombo de vocês”, disse.


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