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05 de agosto de 2019, 21h56

Após delação usada em eleição, Justiça libera Palocci para o regime aberto

Palocci foi o autor de delação premiada bombástica, rejeitada pelo MPF e liberada por Sergio Moro, que ajudou a elege Jair Bolsonaro

Reprodução

Em regime semiaberto há menos de um ano, o ex-ministro Antonio Palocci, autor de delação premiada sem provas que ajudou Jair Bolsonaro a vencer as eleições de 2018, ganhou o direito de passar para o regime aberto. Como mostrou reportagem da Vaza Jato, a delação do ex-ministro, divulgada por Sergio Moro, foi questionada até mesmo por procuradores do MPF.

Preso em 2017, Palocci cumpria pena no semiaberto desde novembro do ano passado, cerca de um mês depois de fazer a delação que caiu como uma bomba na candidatura de Fernando Haddad à presidência. O MPF não acreditou nas denúncias feitas por ele por falta de provas, mas o ex-juiz federal Sergio Moro deu publicidade ao conteúdo por “não vislumbrar riscos às investigações”.

Bolsonaristas comemoraram a delação como “bala de prata” e o atual presidente quase levou a disputa logo no primeiro turno, com 46%, e o PT chegou a denunciar a atitude de Moro como “mais uma interferência arbitrária e ilegal no processo de eleições, ao dar publicidade às mentiras de Antônio Palocci, que não tem credibilidade nem moral para falar sobre o PT”. Pouco mais de um mês depois, o algoz do PT viraria ministro da Justiça, com cadeira reservada no Supremo Tribunal Federal.

Segundo o juiz federal Danilo Pereira Júnior, o ex-ministro já cumpriu os requisitos temporais para progressão da pena, conforme previsto na legislação penal, e pôde progredir para o aberto.


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