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27 de novembro de 2018, 07h43

Após delações sem provas contra Lula, Antonio Palocci agora mira ex-presidenta Dilma Rousseff

A divulgação da informação acontece na véspera do julgamento de Palocci pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que vai decidir nesta quinta-feira (28) se autoriza ou não o ex-ministro a cumprir o restante de sua pena em casa, em regime semiaberto e sob monitoramento.

Foto: Reprodução

Recusadas até mesmo pelos procuradores da Lava Jato por falta de provas e usada como arma de campanha por Sérgio Moro – que levantou sigilo a seis dias do primeiro turno das eleições presidenciais -, as delações do ex-ministro Antonio Palocci que buscavam atingir o ex-presidente Lula, agora têm um novo alvo: a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) – de quem foi chefe da Casa Civil por pouco mais de seis meses.

Segundo coluna da jornalista Mônica Bergamo, na edição desta terça-feira (27) da Folha de S.Paulo, “Dilma Rousseff deve ser um dos alvos preferenciais dos depoimentos ainda inéditos da delação premiada de Antonio Palocci”.

De acordo com pessoas familiarizadas com as negociações entre Palocci e a Justiça, dados novos devem aumentar o cerco a Dilma, já tornada ré em uma ação que corre em Brasília, diz a reportagem, que ressalta que há o temor de que ela seja alvo de alguma medida cautelar mais drástica.

A divulgação da informação acontece às vésperas do julgamento de Palocci no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que vai decidir nesta quinta-feira (28) se autoriza ou não o ex-ministro a cumprir o restante de sua pena em casa, em regime semiaberto e sob monitoramento.

Diante do vazamento das delações de Palocci contra Lula às vésperas do primeiro turno das eleições, Dilma divulgou nota na qual faz duras críticas à “leviandade e oportunismo delirantes” de seu ex-ministro, dizendo que ele faz “delação implorada”.


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