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22 de setembro de 2019, 09h30

Após dois dias, Witzel volta ao Twitter e ignora completamente assassinato de Ágatha

Governador deu as caras na rede social apenas para comemorar o aniversário do município de São Gonçalo e acabou sendo bombardeado de críticas; "Verme assassino", comentou um seguidor

Wilson Witzel (Foto: Flickr/ Governo do Rio)

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, permanece, até a manhã deste domingo (22), em silêncio com relação ao assassinato de Ágatha Félix, criança de apenas 8 anos que foi vítima de um tiro de fuzil disparado pela Polícia Militar no Complexo do Alemão (RJ). O caso aconteceu na madrugada de sexta-feira para sábado (21).

O silêncio do governador, no entanto, é seletivo. Ele não está de todo sumido. Às 9h deste domingo (22), voltou ao Twitter, após dois dias de ausência, apenas para comemorar o aniversário do município do São Gonçalo. Seguidores se revoltaram e lotaram o espaço de comentários da publicação com críticas.

“Verme assassino”, escreveu um internauta.

Entenda o caso 

A morte de Ágatha se soma às inúmeras outras, principalmente de negros e pobres moradores de comunidades, que vêm aumentando desde que Wilson Witzel assumiu como governador do Rio de Janeiro. Witzel é entusiasta de uma política de segurança agressiva, e causou polêmica ainda no ano passado, quando disse que a polícia sob seu comando vai “mirar na cabecinha e fogo”. Ele já chegou, inclusive, a lamentar por não poder disparar mísseis em comunidades do Rio.

Quem também permanece em silêncio com relação à morte de Ágatha até a manhã deste domingo (22) é o presidente Jair Bolsonaro. Em meio às cobranças para que Bolsonaro se pronuncie – gesto esperado para o cargo que ocupa -, chamou a atenção a “cutucada” do deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP). Recentemente expulso do PSL, o parlamentar disparou:“Presidente da República mantém silêncio no caso da menina morta com tiro de fuzil . Deve estar decorando o texto da ONU”.

Durante todo o sábado (21), diversas foram as manifestações sobre o assassinato da criança. Um ato foi realizado no Complexo do Alemão, onde a criança foi morta, a hashtag #ACulpaEDoWitzel ganhou destaque nas redes sociais e uma manifestação em frente à ALERJ foi convocada para a próxima segunda-feira.

Bolsonaro não comentou sobre o episódio. Ele fez três postagens em suas rede sociais e, em uma delas, exalta o Exército. “O Exército sempre trabalhando também no fim de semana! Mais um serviço asfático em ritmo acelerado. Retirada de toda a camada antiga e deteriorada e aplicação de novo revestimento na revitalização de uma das regiões turísticas mais populares de Santa Catarina (Urubici)”, postou.

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O jornalista Ricardo Noblat, da Veja, questionou quem iria parar o “louco do Witzel” e o candidato à presidência pelo PT em 2018, Fernando Haddad, chegou a pedir o impeachment do governador, que ele chamou de assassino.

 


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