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12 de fevereiro de 2019, 14h26

Após espionar “agenda progressista” Católica, Bolsonaro envia ministros para “militarizar” a Amazônia

Movimento coincide com ação do governo para combater a influência do chamado “clero progressista” da Igreja Católica na região. O pano de fundo é a realização do Sínodo sobre Amazônia, que será organizado em outubro, em Roma, pelo Vaticano.

Montagem/Agência Brasil/PR

Após a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) enviar “alertas” ao governo Bolsonaro sobre supostas articulações entre cardeais brasileiros e o Vaticano no sentido de discutir uma “agenda progressista”, Jair Bolsonaro (PSL) enviou três ministros para a Amazônia para preparar um pacote contra “pressões globalistas”. As informações são de Tânia Monteiro e André Borges, na edição desta terça-feira (12) do jornal O Estado de S.Paulo.

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Segundo a reportagem, como parte dessa estratégia, os ministros Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) desembarcam nesta quarta-feira (13) em Tiriós (PA) para discutir com líderes locais a construção de uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos, uma hidrelétrica em Oriximiná e a extensão da BR-163 até a fronteira do Suriname.

Um auxiliar de Bolsonaro afirmou que a presença dos ministros do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos na comitiva tem por objetivo reduzir eventuais ataques de ativistas e ambientalistas.

Bebianno comparou as iniciativas à retomada do Calha Norte, projeto do governo José Sarney para fixação da presença militar na Amazônia. “A retomada do Calha Norte é fundamental para o Brasil como um todo. Estamos fazendo um mapeamento da região e vamos lá olhar pessoalmente”, afirmou o ministro ao jornal.

O movimento coincide com ação do governo para combater a influência do chamado “clero progressista” da Igreja Católica na região. O pano de fundo é a realização do Sínodo sobre Amazônia, que será organizado em outubro, em Roma, pelo Vaticano. Entre os temas que serão discutidos estão a situação dos povos indígenas e de quilombolas e os investimentos na região – considerados “agendas de esquerda” pelo Planalto.

Leia a reportagem completa.

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