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18 de junho de 2019, 14h05

Após ganhar cargo no governo, diretor teatral quer criar banco de artistas conservadores

"Vamos criar uma máquina de guerra cultural", anunciou no Facebook Roberto Alvim, que ganhou cargo no governo após dizer em entrevista que sua carreira acabou “por conta do meu apoio ao presidente Jair Bolsonaro e por conta da minha admiração declarada ao professor Olavo de Carvalho”

Roberto Alvim, Bolsonaro e a convocação dos artistas conservadores nas redes (Reprodução)

Depois de ganhar um cargo ainda indefinido na área de Cultura do governo Jair Bolsonaro, o diretor teatral Roberto Alvim lançou uma convocação “urgente” nas redes sociais para “atores, diretores de teatro, dramaturgos, professores de artes cênicas, cenógrafos, figurinistas, iluminadores e sonoplastas, que se alinham aos valores conservadores no campo da arte do teatro”.

Segundo publicação na rede social dele e da mulher, o diretor teatral está “montando um grande banco de dados de artistas de teatro conservadores para aproveitamento em uma série de projetos”.

“Vamos criar uma máquina de guerra cultural”, anunciou no Facebook Alvim, que em entrevista ao repórter Tiago Cordeiro, do jornal Gazeta do Povo, concedida no dia 7, Roberto Alvim disse que a sua carreira praticamente acabou “por conta do meu apoio ao presidente Jair Bolsonaro e por conta da minha admiração declarada ao professor Olavo de Carvalho”.

Nesta segunda-feira (17), após reunião com Bolsonaro, o ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB/RS), afirmou que o diretor de teatro vai assumir um cargo no governo. O posto, que ainda não definido, será na Secretaria de Cultura, que ficou subordinada ao ministério.


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