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18 de fevereiro de 2020, 22h03

Após insulto do pai a jornalista da Folha, Eduardo Bolsonaro diz que o PT “sexualizou as crianças”

Mesmo diante da péssima repercussão da fala de seu pai dizendo que a repórter da Folha queria "dar o furo", Eduardo Bolsonaro voltou a compartilhar o vídeo do presidente com os ataques e ainda reforçou as ilações contra o PT

Eduardo Bolsonaro (Reprodução/Flickr)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) resolveu, na noite desta terça-feira (18), reforçar o que foi dito pelo seu pai mais cedo quando insultou a repórter da Folha de S. Paulo, Patrícia Campos Mello.

Pelo Twitter, o parlamentar repostou o vídeo que mostra Bolsonaro fazendo ilações contra o PT e dizendo que a jornalista queria “dar o furo” – um insulto baseado no depoimento do ex-funcionário da Yacows, Hans River, à CPMI das Fake News, que afirmou que Campos Mello teria se insinuado sexualmente para ele.

Além de reproduzir a fala do pai, Eduardo Bolsonaro foi além e disse que o “furo” é que, na verdade, teria sido o PT que fez disparos em massa pelo WhatsApp nas eleições, e não empresas ligadas à campanha de seu pai, como ficou demonstrado nas matérias da Folha. Ele ainda disse que o PT “sexualizou” as crianças nas escolas.

“O furo é: o PT pagou disparos em massa de whatsapp! Roubaram o país, sexualizavam nossas crianças nas escolas, zombavam e zombam da fé cristã e Bolsonaro é que se elegeu com base em whatsapp? Tá de brincadeira né!”, escreveu o filho do presidente junto ao vídeo.

Impeachment

O ataque de Bolsonaro contra a jornalista Patrícia Campos Mello abriu brecha para que começasse a se aventar a possibilidade de um impedimento do presidente. O termo “impeachment” chegou, na tarde desta terça-feira (18), à lista dos assuntos mais comentados do Twitter.

De acordo com informações do Brasil 247, deputadas e senadoras do Congresso Nacional estão reunidas na tarde desta terça-feira discutindo o pedido de impeachment de Bolsonaro, que será protocolado nos próximos dias e entregue ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O jurista Miguel Reale Jr, por sua vez, afirmou à revista Veja que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao proferir a ofensa à jornalista. Na opinião de Reale Jr., que foi um dos autores do pedido que levou a saída de Dilma Rousseff (PT), em 2015, do cargo, a forma como Bolsonaro se referiu à repórter Patrícia Campos Mello fere o decoro presidencial e permite que um processo de impeachment seja aberto contra ele.


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