Após pressão do ministério da Saúde, governo do Amazonas passa a distribuir cloroquina

A prefeitura de Porto Alegre também passou a distribuir medicamentos que não possuem eficácia comprovada no tratamento de pacientes com covid-19

Após a forte pressão do ministério da Saúde, o governo do Amazonas passou a recomendar o uso de hidroxicloroquina, da azitromicina e da ivermectina, medicamentos que não possuem eficácia comprovada no tratamento de pacientes com covid-19.

A prefeitura de Manaus e o governo do Estado do Amazonas recomendaram publicamente, pela primeira vez o uso destes medicamentos, cujo conjunto é chamado pelo governo Bolsonaro de “tratamento precoce”.

A secretária municipal de Saúde da prefeitura de Manaus, Shádia Fraxe, afirmou em nota: “a importância do tratamento precoce para evitar que o quadro clínico se agrave”. “Se, clinicamente, o paciente apresentar sintomas que sugiram covid-19, já recebe tratamento e seu quadro de saúde será monitorado por pessoal capacitado para isso”.

O Ministério da Saúde pressionou a prefeitura de Manaus, que tem batido recordes de internações e mortes por coronavírus, a usar cloroquina e ivermectina entre outros medicamentos sem eficácia comprovada.

A alternativa de não utilizar estes medicamentos, de acordo com informações do Painel, da Folha, foi tratada como “inadmissível” em documento enviado para a secretaria municipal de Saúde de Manaus.

“Aproveitamos a oportunidade para ressaltar a comprovação científica sobre o papel das medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde, tornando, dessa forma, inadmissível, diante da gravidade da situação de saúde em Manaus a não adoção da referida orientação”, diz o texto.

Porto Alegre

Já o novo prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), anunciava ser contra as medidas de restrição para conter o coronavírus desde a campanha. Assim que assumiu o governo, ele editou um decreto flexibilizando as restrições impostas pelo antecessor, Nelson Marchezan Jr (PSDB).

Além disso, Melo também decidiu adotar o chamado “tratamento precoce”. Os medicamentos que o governo municipal pretende distribuir na rede pública foram entregues pelo ministério sem custos aos cofres públicos municipais.

Com informações do Estadão

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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Renato Rovai
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