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04 de agosto de 2018, 01h04

Após provocação de Bolsonaro, GloboNews estica programa e se desculpa por apoio à ditadura

Miriam Leitão leu nota ditada por ponto eletrônico e disse que Bolsonaro esqueceu-se de citar outro editorial de O Globo de 2013, onde a empresa admitiu que apoiou a ditadura militar.

Após o término da entrevista do candidato Jair Bolsonaro (PSL) na GloboNews o programa não saia do ar. Os jornalistas permaneciam em silêncio e Bolsonaro, talvez sem entender o que ocorria, disse que dois dos que estavam na sabatina seriam convidados para serem seus ministros.

Roberto D´Avila e Gabeira riram e o programa não saia do ar. Miriam Leitão avisou que eles continuavam ao vivo. Isso durou aproximadamente um minuto.

Uma cena absolutamente estranha.

Até que Leitão começou a repetir uma nota que estava sendo ditada no ponto eletrônico.

O editorial da Globo, repetido por ela, reafirmava que realmente Roberto Marinho havia apoiado o Golpe de 1964, mas chamou de um “desacerto”. “Não há por que não reconhecer que o apoio foi um erro.”

Miriam disse que Bolsonaro esqueceu-se de citar outro editorial de O Globo de 2013, onde a empresa admitiu que apoiou a ditadura militar.

“À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma”, disse à época.

A nota da Globo teve relação com a provocação de Bolsonaro que se defendeu em relação à ditadura, citando Roberto Marinho.

O editor da Fórum, Renato Rovai, fez uma nota sobre este momento. Vale a pena lê-la.


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