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16 de outubro de 2019, 06h56

Após receber R$ 340 mil do PSL, advogada de Bolsonaro pede saída de Luciano Bivar

Karina Kufa deve acionar o TSE ainda nesta semana para abrir a "caixa-preta do PSL". Medida busca identificar irregularidades no uso de recursos partidários e incriminar Bivar

Foto: Luís Macedo/Agência Câmara

Os advogados do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Karina Kufa e Admar Gonzaga, estão atuando juntos para trazer uma solução à crise interna que o PSL enfrenta há cerca de uma semana. Uma das investidas é na saída do presidente da sigla, Luciano Bivar, investigado pela PF no esquema dos candidatos laranjas. Como forma de defender a transparência do partido, Bivar divulgou nesta semana os gastos do PSL com Kufa, valor que chega aos R$ 340 mil.

“A saída do presidente da República não deveria ser o caminho adotado, considerando que o PSL era um partido pequeno”, disse a advogada, defendendo que a legenda cresceu graças a Bolsonaro. “Que saia o presidente que está lá desde 1989, que não possibilitou nenhuma eleição interna de forma minimamente democrática”, completou, mandando recado a Luciano Bivar.

Endereços de Bivar em Recife foram alvo de um mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (15) pela PF de Sergio Moro. A suspeita é que o presidente do PSL tenha comandado no estado esquema de candidaturas de laranjas nas eleições de 2018.

Os advogados de Bolsonaro também pretendem acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda nesta semana para obrigar a cúpula do PSL a abrir as contas do partido, a chamada “caixa-preta do PSL”, para identificar irregularidades no uso de recursos partidários e incriminar Bivar, obrigando-o a deixar a sigla.

Advogada

Luciano Bivar divulgou a um grupo de parlamentares que os gastos do PSL com a advogada Karina Kufa chegou aos R$ 340 mil. Além de receber R$ 40 mil por mês, ela firmou contrato de R$ 200 mil para apresentar ações diretas de inconstitucionalidade no STF.

Os outros R$ 100 mil foram usados para defender a senadora Juíza Selma (PSL-MT), acusada de abuso de poder econômico e caixa dois nas eleições de 2018. A assessoria de Kufa diz que os valores “são totalmente correspondentes aos praticados no mercado de Brasília”.

Com informações da Folha de S. Paulo.


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