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05 de dezembro de 2019, 18h28

Após repercussão do massacre de Paraisópolis, Doria recua e se diz chocado com agressões

Pressionado pela opinião pública, tucano mudou o discurso e afirmou que vai revisar os protocolos da PM: “É uma circunstância inaceitável que a melhor polícia do Brasil utilize de violência ou de força desproporcional”

Foto: Leon Rodrigues/ASCOM- PMSP

Após a grande repercussão do massacre de Paraisópolis e a pressão da opinião pública, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mudou o discurso. Depois de dizer que não mudaria o modo de agir da polícia, agora o tucano disse estar chocado com vídeo de agressões em bailes funk. Com isso, declarou, nesta quinta-feira (5), que vai revisar os protocolos da Polícia Militar (PM).

“Isso é incompatível com o respeito à corporação. É uma circunstância inaceitável que a melhor polícia do Brasil utilize de violência ou de força desproporcional, sobretudo quando não há nenhuma reação de agressão”, afirmou.

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“Como governador do estado de São Paulo, eu não aceito que no estado onde, tendo sido eleito governador, esse tipo de procedimento exista. E não mais vai existir. Ou pelo menos faremos tudo para que isso não aconteça. E revisar protocolos, revisar treinamentos e comandos para que nenhum policial militar aja dessa maneira”, acrescentou.

Doria usou como exemplo o caso de um policial que, com um pedaço de pau, agrediu vários jovens enquanto ria. “Eu mesmo fiquei muito chocado quando vi as imagens que não eram de Paraisópolis agora, num outro momento, de outubro, onde um policial militar agredia jovens que estavam saindo, não sei se de uma sala ou de uma área, desnecessariamente, gratuitamente”.

Mudança de discurso

A declaração é bem diferente do que o tucano disse logo após o massacre: “A política de segurança pública não vai mudar. As ações na comunidade de Paraisópolis e em outras comunidades de São Paulo, seja por obediência da lei do silêncio, por busca e apreensão de drogas ou fruto de roubos, vão continuar. A existência de um fato não inibirá as ações de segurança. Não inibe a ação, mas exige apuração”, afirmou o tucano, na segunda (2).

Com informações da Folha de S.Paulo


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