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03 de agosto de 2018, 12h37

Após Roda Viva, rejeição de Bolsonaro é recorde; com apoio de Lula, Haddad vai ao 2o turno

Bolsonaro viu sua rejeição chegar a 57%, o maior patamar já registrado. A pesquisa mostra também que o apoio do ex-presidente Lula pode levar Fernando Haddad ao segundo turno da eleição.

Na semana em que foi sabatinado no programa Roda Viva, da TV Cultura, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) oscilou negativamente em todos os os cenários estimulados de primeiro turno na pesquisa Ipespe. O presidenciável também viu sua rejeição chegar a 57%, o maior patamar já registrado. A pesquisa mostra também que o apoio do ex-presidente Lula pode levar Fernando Haddad ao segundo turno da eleição.

Segundo o levantamento, Bolsonaro tem entre 19% e 22% das intenções de voto nos cenários estimulados de primeiro turno. O patamar confere ao deputado a liderança em todas as situações em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não está presente. Lula tem 31% no cenário que considera sua candidatura. É o maior patamar já registrado pelo petista da série de pesquisas, iniciada em 15 de maio.

Já o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), manteve o teto de 10% em duas das quatro simulações de primeiro turno. Excluindo a simulação que considera a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva), Alckmin ocupa a segunda posição no primeiro turno em todos os demais cenários, tecnicamente empatado com outros candidatos, mas numericamente atrás da ex-senadora Marina Silva (Rede).

O levantamento XP/Ipespe também mostra a manutenção de taxa elevada do grupo de brancos, nulos e indecisos. Na pesquisa espontânea, eles somam 62% dos eleitores. Nos cenários estimulados, esse percentual varia entre 18% (com Lula candidato) e 35% (sem candidato apresentado pelo PT).

Com os resultados dos cenários estimulados, se a eleição fosse hoje, não seria possível cravar quem seria o adversário de Bolsonaro no segundo turno. No cenário mais indefinido, quatro candidatos aparecem tecnicamente empatados: Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, mediante apoio de Lula. O ex-prefeito de São Paulo salta do patamar de 2% das intenções de voto para 13% com a simples inclusão da informação de que seria o nome apoiado por Lula.

Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo código BR-06820/2018, o estudo tem margem máxima de erro de 3,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.


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