segunda-feira, 28 set 2020
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Aprovação da reforma sairá bem mais caro do que Bolsonaro imaginava

A coluna Painel, da Folha, informa que Integrantes do PSL, partido do presidente, começaram a colocar na ponta do lápis quantos votos a proposta de reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro teria hoje e terminaram a conta alarmados.

Há preocupação até com a votação na CCJ, prevista por eles para março.

O temor de uma batalha dura já na comissão é reforçado pela projeção de que a primeira leva de emendas parlamentares só será liberada em abril.

As dificuldades vêm também de fora da casa. Entidades que representam a magistratura e o Ministério Público preparam um dossiê contra a reforma da Previdência.

O material vai elencar pontos da proposta de Jair Bolsonaro que esse grupo considera inconstitucionais. A ideia é entregá-lo a todos os deputados assim que a medida começar a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça, palco do embate inaugural entre os aliados do governo e a oposição.

Toma lá dá cá

Por outro lado, a cúpula do Congresso alerta que o governo erra ao pensar que dirigentes partidários vão negociar com o Planalto de olho apenas nos cargos da administração. O toma lá dá cá será bem mais caro do que Bolsonaro imaginava.

O alto clero quer um acordo de médio prazo, com foco nas eleições de 2020.

A aprovação de mudanças nas aposentadorias vai dar fôlego para o governo investir. E estes dirigentes querem ter certeza de que os frutos da folga orçamentária não serão repartidos só com quadros do PSL.

Os partidos vão buscar garantias de que o capital que será liberado pela reforma será usado para despejar obras e eleger prefeitos em bases prioritárias.

Oposição

Já a oposição atua por outros meios. Um de seus líderes, o senador Cid Gomes (PDT-CE), diz que seu partido quer “atuar por dentro”, dialogando com aliados de Bolsonaro, para “conter danos” na reforma, especialmente sobre os mais pobres.

Além disso, a esquerda tenta reunificar sua atuação. “Não queremos só jogar pedra. Se o PT quiser se somar nessa posição, seremos aliados. Mas se insinuar que ela é compatível com a da base, vai provocar nossa repulsa”, diz Cid.

 

Redação
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