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24 de fevereiro de 2019, 07h47

Aprovação da reforma sairá bem mais caro do que Bolsonaro imaginava

Dirigentes partidários querem ter certeza de que os frutos da folga orçamentária gerada pela reforma não serão repartidos só com quadros do PSL

Foto: Agência Brasil

A coluna Painel, da Folha, informa que Integrantes do PSL, partido do presidente, começaram a colocar na ponta do lápis quantos votos a proposta de reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro teria hoje e terminaram a conta alarmados.

Há preocupação até com a votação na CCJ, prevista por eles para março.

O temor de uma batalha dura já na comissão é reforçado pela projeção de que a primeira leva de emendas parlamentares só será liberada em abril.

As dificuldades vêm também de fora da casa. Entidades que representam a magistratura e o Ministério Público preparam um dossiê contra a reforma da Previdência.

O material vai elencar pontos da proposta de Jair Bolsonaro que esse grupo considera inconstitucionais. A ideia é entregá-lo a todos os deputados assim que a medida começar a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça, palco do embate inaugural entre os aliados do governo e a oposição.

Toma lá dá cá

Por outro lado, a cúpula do Congresso alerta que o governo erra ao pensar que dirigentes partidários vão negociar com o Planalto de olho apenas nos cargos da administração. O toma lá dá cá será bem mais caro do que Bolsonaro imaginava.

O alto clero quer um acordo de médio prazo, com foco nas eleições de 2020.

A aprovação de mudanças nas aposentadorias vai dar fôlego para o governo investir. E estes dirigentes querem ter certeza de que os frutos da folga orçamentária não serão repartidos só com quadros do PSL.

Os partidos vão buscar garantias de que o capital que será liberado pela reforma será usado para despejar obras e eleger prefeitos em bases prioritárias.

Oposição

Já a oposição atua por outros meios. Um de seus líderes, o senador Cid Gomes (PDT-CE), diz que seu partido quer “atuar por dentro”, dialogando com aliados de Bolsonaro, para “conter danos” na reforma, especialmente sobre os mais pobres.

Além disso, a esquerda tenta reunificar sua atuação. “Não queremos só jogar pedra. Se o PT quiser se somar nessa posição, seremos aliados. Mas se insinuar que ela é compatível com a da base, vai provocar nossa repulsa”, diz Cid.

 


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