Entrevista exclusiva com Lula
29 de outubro de 2018, 20h19

Assembleia de estudantes em escola de São Paulo vira “denúncia de crime”

Professora denuncia tentativa de intimidar assembleia estudantil na Escola Estadual Caetano de Campos, em São Paulo

Uma professora denunciou a tentativa de intimidar assembleia na Escola Estadual Caetano de Campos, de Ensino Fundamental e Médio, em São Paulo, nesta segunda-feira (29). Os alunos, da faixa etária entre 16 e 18 anos, se reuniram para discutir questões de reorganização da escola, juntamente com a diretora.

Enquanto os alunos aguardavam a chegada da diretora, policiais militares entraram na escola para averiguação de suposta denúncia de crime, segundo relato da professora de filosofia Monica Severo, que integra o conselho da instituição. Em contato com a Fórum, ela disse que questionou a presença irregular dos policiais dentro da escola.

A conselheira advertiu que a presença dos policiais no recinto escolar era uma ilegalidade e apontou como sendo uma pessoa covarde, que age na surdina, que não põe a cara para debater, aquele que fez tal denúncia. “Esta ilegalidade já é uma questão superada pelo poder judiciário, que em 2015, na época das ocupações, julgou e decidiu pela legitimidade da manifestação autônoma dos jovens na escola. E mais, proibiu o governo do estado de usar a força policial para invadir, criminalizar, coagir ou intimidar os estudantes no exercício do seu direito”, disse Monica.

A professora deixou claro que a diretora da escola não tem relação com a denúncia. “Eu a conheço bem, ela também é contra tal atitude policial. Não queremos a polícia dentro da escola, reprimindo nossos alunos”.

O tema da assembleia organizada pelos estudantes era  “o aumento de alunos em 2019 e o remanejamento daqueles que estudam de manhã para o período da tarde”. Segundo Monica Severo, atualmente 1.800 alunos estão matriculados na instituição de ensino, que, no ano que vem, receberá os alunos para o início do ensino fundamental no ano de 2019. “O intuito da assembleia era exatamente o de saber como será feito com tantos alunos e pouco espaço. Todos nos preocupamos, inclusive os alunos, pois uma sala com mais de 50 pessoas prejudica o professor e o próprio aluno”, concluiu conselheira e professora Monica Severo. 

 


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