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02 de janeiro de 2020, 13h41

Assessor de Bolsonaro diz que conservadores têm que superar “tremenda confusão mental” em 2020

Doutrinado de Olavo de Carvalho, Filipe Martins disse que "isso não será alcançado com as atitudes imaturas" e que caso não ajuda mudanças, os conservadores perderão "a guerra no longo prazo – que é o que de fato importa”

Filipe Martins e Olavo de Carvalho (Reprodução)

Em uma série de três tuítes publicados nesta quinta-feira (2), o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, fez duras críticas aos conservadores brasileiros e considera que eles podem “perder a guerra cultural” contra a esquerda se não realizarem mudanças para acabar com a “tremenda confusão mental” que, ao seu ver, existe atualmente nesse setor.

Na primeira mensagem, Martins afirma que “em 2020, o movimento conservador brasileiro terá de alcançar a maturidade ou morrer. Ajudamos a eleger um Presidente, mas, internamente, assistimos surgir uma tremenda confusão mental. Se isso não mudar, perderemos a guerra no longo prazo – que é o que de fato importa”.

Em seu segundo tuíte, o assessor explica que “é preciso compreender melhor a dinâmica do processo decisório dentro do governo, identificando a composição das forças capazes de exercer pressão e influência durante esse processo e trabalhar para tornar o movimento conservador uma das mais importantes variáveis nessa equação”.

Para finalizar, Martins disse que “isso não será alcançado com as atitudes imaturas que temos visto de lado a lado; nem com as críticas totalizantes baseadas em expectativas irreais, nem com os aplausos acríticos e as explicações mirabolantes para justificar qualquer decisão. Isso só se alcançará com maturidade”.

Considerado um dos principais assessores de Bolsonaro para política externa, Filipe Martins foi analisado em matéria recente do jornal britânico The Guardian, descrito pela matéria como um “discípulo do escritor e teórico da conspiração Olavo de Carvalho, assim como os filhos do presidente, que são seus amigos pessoais”.

A matéria conta que Martins “se diverte nas redes sociais atacando esquerdistas, feministas e globalistas, e também é fã de Steve Bannon, razão pela qual ganhou o apelido de `Sorocabannon´, graças às suas origens na cidade brasileira de Sorocaba”. Também lembra que o consultor acusou meios estadunidenses como o canal de notícia CNN e o diário The New York Times de cumplicidade com uma campanha de engenharia social para promover a pedofilia.

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