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11 de janeiro de 2020, 06h33

Assessor de Paulo Guedes denunciado por rombo em fundos de pensão diz não se arrepender

Colnago foi promovido no mesmo dia da denúncia por Paulo Guedes a chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais da pasta

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom – Agência Brasil

O assessor especial do ministro Paulo Guedes (Economia) Esteves Colnago, denunciado pela Procuradoria da República no Distrito Federal nesta quinta-feira (9) por participação no rombo de R$ 5,5 bilhões nos principais fundos de pensão do país, afirma não se arrepender de nada.

Colnago foi promovido no mesmo dia da denúncia por Paulo Guedes a chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais da pasta. Em entrevista à Folha, publicada neste sábado (11). Ele e mais 28 pessoas foram denunciadas à Justiça pelos procuradores sob a acusação de gestão temerária de instituição financeira.

De acordo com o MPF, eles decidiram pelo investimento sem embasamento técnico, “com negligência assustadora” e como se estivessem tratando de “um tema qualquer”.

Ele afirma à Folha que o voto pelo investimento não foi um erro, considerando as informações que tinha na época. De acordo com o repórter Fábio Pupo, ele chegou a chorar durante a entrevista, disse que conversou com o ministro após a denúncia do MPF e que Guedes teria o orientado a ficar “tranquilo”.

Perguntado se foi um erro votar pelo investimento, Colnago foi taxativo: “Não. Naquele momento, com as informações que tinha, sinceramente não sei se teria outra posição a dar. Hoje é muito fácil olhar para trás e falar: ‘Puxa, não deveria ter feito’. Mas naquele momento as informações que eu tinha não me levavam a tomar outra decisão”.

O repórter insiste ainda se ele se arrepende de ter votado daquele jeito. O assessor afirma:
“Não me arrependo. Deu errado. Podia ter dado muito certo. Mas deu errado. É difícil. Não, não me arrependo. Você ia imaginar que a Petrobras tava cheia de coisa lá dentro? Nunca. Que o petróleo ia despencar? Os grandes bancos estavam entrando, não só os públicos”, encerrou.

Leia a entrevista completa na Folha

 


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