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10 de setembro de 2019, 18h24

“Até um chimpanzé escreveria melhor”, diz jornalista da Band sobre Carlos Bolsonaro

Âncora do programa "Café com jornal" criticou a declaração de Carlos Bolsonaro em que sugeriu uma ruptura democrática e ironizou a escrita do vereador do Rio de Janeiro

Reprodução

O jornalista Luiz Megale, da Band, subiu o tom contra o vereador Carlos Bolsonaro, que fez uma publicação no Twitter defendendo a ditadura para que “a transformação que o Brasil quer” aconteça. Durante o programa “Café com Jornal” desta terça-feira (10) ele criticou a declaração e as ironias do filho do presidente, que publicou “virei um ditador agora?” após ver a grande repercussão do comentário.

“Ainda não, né, Carluxo, mas a gente não sabe o que está passando na sua cabeça. Aliás, há que se dar um desconto aqui. O filho do presidente, o 02, tem uma dificuldade gigantesca para se expressar pela palavra escrita, então a gente nunca sabe se o que está escrito corresponde ao que está passando pela cabeça do Carlos Bolsonaro. Se colocar um chimpanzé em frente ao computador, é capaz que saia um texto mais inteligível do que o do Carlos Bolsonaro”, declarou o jornalista, ironizando os tuítes de Carlos, muitas vezes incompreensíveis.

Megale ainda destacou que a imprensa e as instituições “estão aqui” para impedir “desejos malucos”, como o de Carlos Bolsonaro. “A gente está aqui para isso, a população está aqui para isso, as instituições estão aqui para isso, para que esses desejos malucos, expressados por Carlos Bolsonaro, supondo que tenha sido isso mesmo que ele quis dizer naquele tuíte, não se concretizem”, disse.

“Geralmente, esse desejo fica oculto. O Carlos Bolsonaro, sabe Deus por quê, foi lá e resolveu escancarar esse pequeno ditadorzinho que aparentemente mora em cada governante aqui dessa terra dos trópicos”, questionou ainda.


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