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05 de novembro de 2018, 10h47

Atentado e novas ameaças fazem com que Bolsonaro tenha esquema inédito de segurança

Ameaças identificadas pela Abin partiram de diferentes fontes, inclusive de facções criminosas como PCC e Comando Vermelho

General Etchegoyen. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em função de frequentes ameaças identificadas pela inteligência do governo e também por conta do atentado sofrido durante a campanha, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, encomendou à sua equipe um estudo para reforçar a segurança de Jair Bolsonaro e sua família a partir da posse, em 1.º de janeiro.

A informação é de que as ameaças partiram de diferentes fontes, inclusive de facções criminosas como PCC e Comando Vermelho e, segundo o Estado apurou, existem escutas telefônicas das ameaças que estão sendo investigadas.

A ideia é adotar no Brasil algumas das medidas usadas para proteger os presidentes norte-americanos, em que os cuidados com segurança chegam a níveis máximos.

“O esquema que está sendo preparado para receber um presidente que já sofreu um atentado será muito diferente e muito mais severo do que qualquer outro titular do Planalto já viu ou teve”, afirmou Etchegoyen.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a PF se reuniram na semana passada, com Bolsonaro já eleito, para discutir o novo esquema reforçado que irá vigorar durante o governo de transição.

As tradicionais entrevistas chamadas de quebra-queixo no jargão jornalístico, nas quais o presidente fica rodeado por repórteres, por exemplo, devem acabar. Os preparativos de viagens e contato com o público também serão repensados.

A equipe de Bolsonaro estuda, ainda, abandonar o tradicional desfile em carro aberto na cerimônia de posse. O veículo que costuma ser utilizado no percurso pela Esplanada dos Ministérios é um Rolls-Royce que o Brasil recebeu de presente do governo britânico, em 1953.

Com informações do Estadão


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