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15 de outubro de 2018, 17h02

Ator que interpretou Sergio Moro declara apoio a Haddad em redes sociais

“Sempre votei na esquerda! Entre o fascismo e outro lado fico no outro”, postou Marcelo Serrado, o mesmo que teve atuação intensa nos protestos favoráveis ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff

Foto: Divulgação/TV Globo

Marcelo Serrado, ator que fez o papel do juiz Sergio Moro no filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, que mostrou de forma parcial e caricata as ações da Operação Lava Jato, manifestou apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) à presidência da República, de acordo com informações de Joelmir Tavares, da Folha de S.Paulo. Em 2016, Serrado teve intensa participação em protestos favoráveis ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).

O ator, que no primeiro turno apoiou Marina Silva, candidata pela Rede, avalizou um posto da atriz Patrícia Pillar no Instagram, no qual ela afirma ter “respeito e admiração” aos “amigos antipetistas que não votar no Haddad em prol da democracia”.

Serrado postou: “Sim! Vamos juntos”. Uma usuária das redes que indagou se ele “não era de direita”, respondeu: “Não, amor! Sempre votei na esq! Entre o fascismo e outro lado fico no outro”.

Financiadores misteriosos

O filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos” nasceu em meio à polêmica diante de seus financiadores. Em maio de 2017, embora tenha conhecimento, o então diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, se negou a revelar quem eram os investidores da produção. A decisão de manter em segredo foi uma resposta encaminhada ao deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que solicitou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), uma série de questionamentos sobre as possíveis ilegalidades na relação entre a PF e a equipe de filmagem.

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De acordo com Daiello, “a Polícia Federal teve acesso à relação de financiadores do filme, mas não é possível o fornecimento de tal documentação”. De acordo com a LAI, a recusa no fornecimento de informação constitui conduta ilícita que enseja responsabilidade do agente público ou militar.

Além de não revelar quem eram os financiadores do filme, o diretor-geral admitiu que a Polícia Federal colaborou com a equipe de filmagens, embora reconheça que “não tenham sido elaborados documentos” prevendo essa colaboração.

 

 


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