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06 de setembro de 2019, 12h39

Atos contra Bolsonaro no 7 de Setembro já têm cerca de 100 cidades confirmadas

"Vai ser um dia bonito, do ponto de vista visual. Vamos exaltar o verde e amarelo e o preto também, como forma de indignação", contou o presidente da UNE

Iago Montalvão, presidente da UNE - Foto: Karla Boughoff/Cuca da UNE

O número de cidades confirmadas para os atos deste sábado (7), dia em que se comemora a Independência do Brasil, já se aproxima de 100 e o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, alega que novas confirmações ainda devem chegar. Capitais de todos os estados do país terão manifestações com o objetivo de pressionar o governo de Jair Bolsonaro (PSL) contra os desmontes na educação, na democracia, nos empregos, na aposentadoria e no meio ambiente.

Montalvão comentou à Fórum que está com grandes expectativas para os atos, apesar de ser a primeira vez que a entidade organiza uma manifestação de final de semana. Porém, ele aponta que, devido ao movimento que teve nas redes sociais propondo ir às manifestações de preto, “acreditamos que podem ser grandes atos, com muito público. Talvez até mais do que 2 milhões de pessoas”.

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A ideia de comparecer aos atos do sábado de preto veio como resposta ao pedido do presidente para que as pessoas usassem cores da bandeira nacional nas festividades da data. Dessa forma, estudantes espalharam a orientação para que os manifestantes usem preto, seguindo o exemplo dos caras-pintadas de 1992. A tag #Dia7EuVoudePreto foi um dos assuntos mais comentados no Twitter nessa quinta (5) e sexta-feira (6).

Montalvão contou que o retorno dessa mobilização realmente foi grande. “Tivemos um retorno imenso, as pessoas falando que vão de preto, muita gente nos procurando. Acho que vai ser um dia bonito, do ponto de vista visual, onde nós vamos exaltar o verde e amarelo, mas o preto também, como forma de indignação”, completou.

Apoios

Além da União Nacional dos Estudantes (UNE), que sofre ataques diretos do governo de Bolsonaro, os atos também contam com o apoio da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). As manifestações terão como um dos alvos prioritários as negligências do governo com relação à Amazônia, cuja pasta terá corte de 34% na verba para combate de incêndios em 2020, além dos cortes na Capes e contingenciamento nas universidades federais.

“É um governo que patina e que, quando deveria focar em educação, não foca. As universidades estão a ponto de serem paralisadas, as bolsas sendo cortadas, é o futuro do nosso país, da nossa ciência, da nossa produção, sendo completamente entregues”, completou.


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