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30 de maio de 2018, 19h50

Audiência pública na Câmara com Tacla Duran é marcada para o dia 5 de junho

Por iniciativa do deputado Wadih Damous (PT-RJ), o ex-advogado da Odebrecht será ouvido pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Foto: Reprodução/Vídeo

Rodrigo Tacla Duran, advogado e ex-consultor da Odebrecht, que seria testemunha de defesa do ex-presidente Lula, será ouvido em audiência pública, por ouvido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, por meio de videoconferência, na próxima terça-feira (5), a partir das 10 horas, no Plenário 9 da Casa. Os advogados de Lula solicitaram que Tacla Duran prestasse depoimento no âmbito da Operação Lava Jato. O Ministério Público Federal quer que o Superior Tribunal de Justiça rejeite a reivindicação.

A iniciativa da audiência pública é do deputado Wadih Damous (PT/RJ). “Ele possui diversas informações relevantes sobre a Operação Lava Jato e, por isso, deve ser ouvido nas instâncias adequadas e responsáveis pelo processo. Porém, por causa de diversas negativas injustificadas, teve violado o direito ao devido processo legal, além da garantia ao contraditório e da ampla defesa”, destaca Damous.

O deputado ressalta que “não se pode admitir o cerceamento de defesa, especialmente quando se trata de um processo de tamanha relevância para o país, cujas consequências podem ser altamente prejudiciais aos investigados ou até condenados injustamente”.

Damous e o deputado federal Paulo Pimenta, líder da bancada do PT, juntamente com os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP), cobram da Procuradoria-Geral da República (PGR), desde o dia 5 de dezembro de 2017, investigações a respeito das denúncias de Tacla Duran. A PGR não levou em consideração.

Em 2017, os deputados Damous e Pimenta foram por conta própria para Madri, na Espanha, e ouviram Duran, processado por lavagem de dinheiro. Na oportunidade, o advogado denunciou que procuradores da Operação Lava-Jato ameaçaram envolver sua família no processo para forçá-lo a fazer uma delação premiada.

Depois disso, Duran prestou depoimento à CPMI da JBS, em novembro, e disse que foi aconselhado por Ivan Carratu – da Carratu e Associados Consultoria Empresarial – a recorrer à “panela” de advogados de Curitiba para conseguir benefícios junto ao Ministério Público (MP) com a negociação da sua delação premiada.

De acordo cm o advogado, que tem cidadania espanhola, essas “facilidades” poderiam ser conseguidas por intermédio do advogado Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho do juiz Sergio Moro.

Com informações da Câmara dos Deputados


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