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15 de março de 2019, 16h36

Audiência pública na Paraíba reúne 5 mil contra reforma da Previdência

A iniciativa do encontro foi da deputada estadual Cida Ramos, que propôs a instalação de uma Frente Parlamentar para debater a reforma no estado

Foto: Keicy Victor

Na manhã desta sexta-feira (15), em João Pessoa (PB), cerca de cinco mil trabalhadores rurais se reuniram em frente à Assembleia Legislativa da Paraíba para discutir a Medida Provisória 871/2019 e a Proposta de Emenda à Constituição 06/2019, que trata da reforma da Previdência Social, segundo a organização do protesto.

A iniciativa foi da deputada estadual Cida Ramos (PSB), a mulher mais votada da Paraíba, que também foi responsável pela instalação da Frente Parlamentar da Previdência Social, e reuniu entidades, associações, movimentos sociais, deputados estaduais e federais e a sociedade civil organizada.

“É preciso dizer bem alto: esta reforma da previdência não é contra as desigualdades. Isso é fake news. Na verdade, o principal objetivo desta reforma da previdência, através da passagem do sistema de repartição para capitalização, é acabar com a previdência pública, acabar com a seguridade social no Brasil, e engordar os lucros dos grandes bancos”, disse Cida Ramos.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Aristides Santos, afirmou que é preciso explicar para os trabalhadores o que a reforma representa. “O governo diz que tem déficit. É mentira. O dinheiro da previdência é desviado para outras coisas. O governo está dizendo agora que vai combater os privilégios. Que privilégios, se a cada três reais que será economizado, dois está saindo do benefício da prestação continuada, da aposentadoria rural e dos servidores públicos? Por trás da reforma tem banqueiro querendo arrecadar dinheiro. Vai tirar dos pobres e vai botar nos bancos. Isso é combater privilégios?”, questionou.

A dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais na Paraíba, Eva Vilma, destacou a o papel do MST nessa luta e reiterou a necessidade de discussões, mobilizações e atos públicos por todo o país. “Hoje tivemos um ato extremamente positivo, que conseguiu colocar o povo na rua. Só assim nós vamos conseguir barrar essa reforma que não é uma reforma da Previdência, mas uma reforma da morte. É fazer com que as pessoas trabalhem até morrer. No MST, nós temos esclarecidos aos nossos agricultores, trabalhadores as mentiras dessa reforma. Nosso papel como movimento social é trazer as pessoas para as ruas e fazer com que a sociedade se una, afinal de contas, somos nós que produzimos os alimentos e sem eles ninguém vive”, argumentou.

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