Áudio de Queiroz oferecendo cargos no Congresso não integra investigação do MP, diz jornalista do Globo

Na rede, Juliana relembrou que Queiroz nomeou diversas pessoas no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). "Além de 7 parentes, admitiu ser o responsável pelas nomeações de de Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, respectivamente, ex-mulher e mãe do ex-capitão do Bope Adriano Nóbrega - investigado por ser o líder de uma milícia no Rio"

Sofrendo pressões e retaliações da família Bolsonaro para frear as investigações que envolvem Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro, o Ministério Público Federal (MPF) não possui o áudio divulgado da reportagem do jornal O Globo desta quinta-feira (23) que mostra que o ex-assessor do filho do presidente continua na ativa, indicando cargos.

Segundo a jornalista Juliana Dal Piva, o áudio foi repassado a ela por uma fonte, “por livre e espontânea vontade, mas sigilosamente”.

“Gostaria de esclarecer que o áudio publicado nessa matéria não integra a investigação do MP sobre o Queiroz e o obtive diretamente por uma fonte que o cedeu, por livre e espontânea vontade, mas sigilosamente. Conforme está escrito na matéria”, publicou a repórter no Twitter.

Segundo ela, “essa situação ocorreu em junho, vários meses depois que ele foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj”. “Ele [Queiroz] diz que isso ocorreu porque mantém seu ‘capital político’, apesar da investigação sobre peculato e lavagem de dinheiro do MP”.

Na rede, Juliana relembrou que Queiroz nomeou diversas pessoas no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “Além de 7 parentes, admitiu ser o responsável pelas nomeações de de Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, respectivamente, ex-mulher e mãe do ex-capitão do Bope Adriano Nóbrega – investigado por ser o líder de uma milícia no Rio”.

No áudio, Queiroz diz que “tem mais de 500 cargos, cara, lá na Câmara e no Senado”. “Pode indicar para qualquer comissão ou, alguma coisa, sem vincular a eles (família Bolsonaro) em nada — diz Queiroz, no áudio, para depois complementar: — 20 continho aí para gente caía bem pra c**'”.

Amigo do clã há décadas, Queiroz ainda comete um ato falho ao citar uma expressão popular. “O gabinete do Flávio faz fila de deputados e senadores, pessoal para conversar com ele, faz fila. Só chegar lá e nomeia fulano aí para trabalhar contigo aí, salariozinho bom desse aí para a gente que é pai de família, cai como uma uva”, diz, trocando a expressão que diz que cai como uma “luva”.

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