O que o brasileiro pensa?
28 de novembro de 2018, 07h16

Bancada evangélica indica deputado pastor Marco Feliciano para Ministério da Cidadania

Conhecido pelo discurso misógino, homofóbico e racista, o deputado já foi acusado de estupro. Pasta abrange Direitos Humanos, Cultura, Esportes e Desenvolvimento Social.

Marco Feliciano e Jair Bolsonaro (Arquivo)

Em reunião com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), nesta terça-feira (27), integrantes da bancada evangélica indicaram o nome do deputado Marco Feliciano (Podemos/SP) para comandar o Ministério da Cidadania. A informação é da jornalista Daniela Lima, da coluna Painel, na edição desta quarta-feira (28) da Folha de S.Paulo.

Leia também: Acusações de racismo, homofobia, estupro e o “namoro” com Frota: as polêmicas de Marco Feliciano; VÍDEO

A pasta, que deve ser criada por Bolsonaro, abrange Direitos Humanos, Cultura, Esportes e Desenvolvimento Social.

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Pastor da Catedral do Avivamento, uma igreja neopentecostal ligada à Assembleia de Deus, Feliciano já foi acusado de estupro pela jornalista Patrícia Lelis, que frequentava a mesma igreja do deputado. O chefe de gabinete do deputado federal, Talma Bauer, chegou a ser preso por sequestrar a jovem e forçá-la a gravar vídeos defendendo o deputado, para desmentir a denúncia.

Feliciano é também conhecido por declarações racistas, homofóbicas e misóginas. Ele chegou a ser processado pelo cantor Caetano Veloso por injúria e difamação por conta de postagens ofensivas que publicou nas redes sociais.

Na semana passada, os evangélicos vetaram o nome de Mozart Neves Ramos para o Ministério da Educação. A bancada disse a aliados de Jair Bolsonaro que o diretor do Instituto Ayrton Senna era contra o Escola sem Partido, plataforma defendida pelo presidente eleito e pelos religiosos.

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(Rafael Carvalho / Governo de Transição)

Encontro com a bancada
A bancada evangélica e a delegação de Bolsonaro se encontraram na tarde desta terça-feira (27), por aproximadamente uma hora, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o governo de transição. O presidente eleito pediu à bancada evangélica no Congresso para indicar o titular do futuro Ministério da Cidadania e deu apenas um aviso: o indicado não pode responder a acusações criminais. “Não queremos réu”, afirmou.

Um dos programas mais cobiçados do novo ministério é o Bolsa Família, criado pelo governo Lula e que beneficia mais de 13,5 milhões de famílias. Fiel a um hábito recentemente iniciado pelo senador Magno Malta (PR-ES), também evangélico, a reunião no CCBB também contou com um momento de oração, com a palavra do deputado reeleito Pastor Eurico (Patriota-PE), um dos principais líderes da frente evangélica.

Além de Feliciano, o nome do deputado federal Gilberto Nascimento (PSC-SP), que por ser delegado da Polícia Civil, integra também a bancada da bala.

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