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03 de agosto de 2019, 16h55

Boca milionária: Feliciano gastou R$ 157 mil de dinheiro público nos dentes

“É um tratamento caro, mas foi para saúde, e não para estética. Foi para poder trabalhar. Como sou empregado, e onde trabalho há esta alternativa, eu precisava do tratamento”, afirmou o pastor

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) gastou nada menos do que R$ 157 mil para fazer um tratamento odontológico. A questão é que foi com dinheiro público. A Câmara dos deputados reembolsou a quantia ao parlamentar.

Feliciano tentou justificar que precisava corrigir um problema de articulação na mandíbula e reconstruir o sorriso com coroas e implantes na boca, de acordo com informações de O Estado de S.Paulo.

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O pastor confirmou o valor do tratamento dentário e afirmou que sofria de dores crônicas relacionadas ao bruxismo. “Não desejo para ninguém. Sou político e pregador. Minha boca é minha ferramenta”.

Os deputados contam com um plano médico ligado à Caixa Econômica Federal. Portanto, despesas com serviços médicos e odontológicos podem ser reembolsadas.

Embora tenha afirmado que “não há crime”, o deputado reconheceu que o valor do tratamento ficou “caro”. “É um tratamento caro, mas foi para saúde, e não para estética. Foi para poder trabalhar. Como sou empregado, e onde trabalho há esta alternativa, eu precisava do tratamento”, afirmou.

Feliciano passou pelo tratamento odontológico em uma clínica em Luziânia (GO), a 47 quilômetros de Brasília. “Esse é o procedimento mais avançado que a gente poderia gastar em odontologia. A gente quase que troca toda a boca da pessoa, sabe?”, declarou o cirurgião-dentista Max Barbosa, responsável pelo tratamento.

“Dentist designer”

Em suas redes sociais, ele se apresenta como “dentist designer” e “mestre em implantes”, e é “reconhecido por criar trabalhos únicos”.

“Dentro do padrão e do equipamento que a gente usa, com os profissionais que eu tive que trazer e o tempo reduzido para resolver o problema, acho que não foi caro”, disse. “Eu considero bem razoável, apesar de saber que nem todo brasileiro faria”, disse.


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