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22 de maio de 2020, 15h07

Bolsonaristas levantam tag golpista após STF pedir parecer sobre apreensão de celular de Bolsonaro

A tag #HelenoJaTaNaHora foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter

General Heleno (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

As milícias virtuais do presidente Jair Bolsonaro promoveram nesta sexta-feira uma hashtag em que pedem ao ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, uma intervenção militar.

A campanha #HelenoJaTaNaHora foi parar nos assuntos do momento do Twitter após o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, pedir à PGR que se manifeste sobre apreensão de celular de Jair Bolsonaro no inquérito que investiga o ex-capitão por suposta tentativa de interferência na Polícia Federal.

“O ato de Celso de Mello em pedir apreensão do celular do PRESIDENTE DA REPÚBLICA apenas demonstra que o vídeo devastador da reunião ministerial não tinha nada! Agora eles querem achar algo mais para degolar Bolsonaro”, disse o Movimento Avança Brasil, um dos que endossaram a hashtag.

O blogueiro Allan dos Santos, do Terça Livre, também repercutiu a tag. “A hashtag #HelenoJaTaNaHora diz muito o que faz agonizar o povo sofrido…”, tuitou.

Na quarta-feira, Heleno, negou a possibilidade de um golpe: “Os militares não vão dar golpe. Isso não passa na cabeça dessa nossa geração, que foi formada por aquela geração que viveu todos aqueles fatos, como estar contra o governo, fazer uma contrarrevolução em 1964”.

Reunião de 22 de abril

Nesta sexta, Celso de Mello ainda vai decidir se vai liberar o vídeo da reunião ministerial do gabinete do presidente Jair Bolsonaro de 22 de abril. Na ocasião, o presidente teria pressionado o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, para conseguir promover mudanças na Polícia Federal.

Segundo informações difundidas pela imprensa, na conversa, o ex-capitão e ministros ofendem governadores, o Supremo Tribunal Federal, países parceiros comerciais e defendem manifestações armadas.

Mello já usou mais de uma vez a os “estatutos do poder” para criticar o “culto ao sigilo” em decisões que foram em favor da divulgação de conteúdos para o público.


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