quinta-feira, 29 out 2020
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Bolsonaro acusa Doria de inflar números da Covid: “Levar mais pânico”

O presidente Jair Bolsonaro convidou o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, para a live presidencial desta quinta-feira (6). Ao lado do general, o ex-capitão voltou a atacar governadores dizendo que há sobre notificação nos números de morte. O Brasil se aproxima de 100 mil mortes.

Segundo o ex-capitão, alguns governadores estão “inflando” números da pandemia para gerar pânico. “Em alguns casos o médico poupa uma autópsia e bota Covid. Tem chegado ao conhecimento da gente. Não vou dizer que são fontes confiáveis, mas chega essas informações”, declarou.

“Eu vi publicado no Diário Oficial da União do Estado, responsabilidade do governador do estado de São Paulo, dizendo claramente… traduzindo… que o médico, se não constatar na prática se é Covid ou não, é pra botar Covid. Então o número sobe. Alguns não sei o interesse. Alguns governadores querem caminhar nesse sentido as coisas… Levar mais pânico à população, dizer que está morrendo mais gente”, declarou.

Segundo o presidente, não tem o que fazer quanto à doença. “Não tem remédio, não tem vacina. Lamentavelmente, as pessoas que não se isolarem até chegar a vacina, vai ter uma chance muito grande de se complicar e até ir a óbito”, comentou.

Pazuello acredita que “os hábitos vão mudar” até a vacina chegar. “Quando a pessoa espirrar do seu lado não vai ser mais ‘saúde’, vai ser um ‘qual é, mermão?'”, disse. “Vai levar um tiro aqui, pô”, disse Bolsonaro, ironizando o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), o “Hélio Negão”, que teria ameaçado espirrar.

Cloroquina

O presidente ainda afirmou que não tentou “impor” o protocolo da cloroquina ao Ministério da Saúde e apenas fez uma “sugestão”. A “sugestão” é vista como a principal causa para a queda de dois ex-ministros.

Lucas Rocha
Lucas Rocha
Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.