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29 de junho de 2020, 14h45

Bolsonaro adia posse de Decotelli para fazer “checagem” no currículo

A cerimônia estava prevista para a terça-feira; ministros confirmaram adiamento ao colunista Valdo Cruz, da GloboNews

Reprodução/Facebook

O governo Bolsonaro decidiu adiar a posse do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, prevista para a terça-feira (30). O motivo principal seria a revisão do currículo do militar economista, que teve a titulação acadêmica contestada por universidades do exterior.

Segundo ministros ouvidos pelo colunista Valdo Cruz, da GloboNews, o Planalto vai fazer uma “checagem completa” no currículo de Decotelli.

A decisão acontece após o reitor da Universidade Nacional de Rosário, Franco Bartolacci, desmentir que o ministro tenha completado doutorado na instituição. A tese do economista foi reprovada.

Em seguida, o professor do Insper, Thomas Conti, apontou em sua conta do Twitter, vários trechos do trabalho de conclusão de mestrado feito por Decotelli, na Fundação Getúlio Vargas, similares aos de um documento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Banrisul.

Nesta segunda-feira, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, afirmou que Decotelli “não obteve um título em nossa universidade”. No currículo do ministro, ele aponta que fez pós-doutorado na instituição.

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse que a data da cerimônia de posse não havia sido agendada. “Em nenhum momento a Secom confirmou o evento à imprensa e, até agora, não há previsão para essa cerimônia”, disse ao colunista Valdo Cruz.

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